“O governo não devia sujeitar à Concertação Social as propostas que vai levar à Assembleia da República”, diz João Oliveira no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 28 março, 2018

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 28 de março, começou por falar sobre as propostas que o PCP e o BE apresentaram na Assembleia da República para a legislação laboral, entretanto chumbadas, e as propostas agora apresentadas pelo PS para discussão em sede de Concertação Social, declarando que “o governo faz mal ao deixar as suas próprias propostas nas mãos dos patrões”.

Segundo o comentador da RC, “o governo não devia sujeitar à Concertação Social as propostas que vai levar à Assembleia da República”, porque “as últimas alterações que foram feitas ao Código do Trabalho, pelo governo PSD-CDS, vieram da Concertação Social”, que a na sua opinião apenas “acentuaram a precariedade” dos trabalhadores. Referindo que as únicas propostas “que são positivais, são precisamente aquelas que coincidem com propostas que o PCP já apresentou”.

Por isso mesmo, o deputado do PCP chega mesmo a acusar o governo de “má-fé”, uma vez que “se o governo leva à Concertação Social propostas que acabou de chumbar ao PCP há uma semana atrás, isso só pode ser por má-fé”.  

Já sobre a taxa de rotatividade anunciada pelo governo, João Oliveira considera que “é uma coisa perigosíssima”, porque “não apenas tem o problema de legalizar a precariedade como ainda por cima tem o problema de deixar os trabalhadores na mesma”.

No que diz respeito às greves anunciadas para hoje, tanto dos trabalhadores dos portos como dos jovens trabalhadores contra a precariedade, João Oliveira começa por referir o “aumento muito significativo da riqueza criada” nos sectores exportadores, para questionar se “é aceitável que essa criação de riqueza, que aumentou, não vá parar aos bolsos dos trabalhadores também?”. Referindo que as atuais greves são o culminar de processos travados durante dois anos, pois “os trabalhadores têm estado a tentar resolver os problemas que têm, nestes últimos dois anos, e perante a falta de resposta às suas reivindicações, naturalmente, vão elevando o grau de contestação e vão elevando também o nível de luta que vão travando”.

João Oliveira comentou ainda o facto de o Hospital de Évora ter apenas oito médicos em quatro áreas em que é referência para o Alentejo, afirmando que “aquilo que vemos é uma grande carência de médicos”, o que “vem dar razão às preocupações que nós temos suscitado”, salientando que o Hospital de Évora “sofre duplamente, porque sofre de interioridade, sofre das dificuldades que os utentes têm de aceder ao hospital”, e ainda “como é um hospital do interior tem mais dificuldade em fixar médicos”. Referindo que as medidas do governo na tentativa de fixar mais profissionais de saúde no interior do país, “de pouco ou nada têm servido”.

 

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