"O governo não mostra o relatório do SIRESP, por ser ano de eleições" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 08 abril, 2019

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 8 de abril de 2019, abordou aos microfones da Rádio Campanário as mais recentes declarações do presidente da república sobre a nomeação de familiares para o governo, a criação de um gabinete de apoio aos juízes que é esperada faz 10 anos e ainda o pedido efetuado pelo PSD ao governo para consultar o relatório sobre as falhas do SIRESP.

Sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, em que o mesmo contraria Rui Rio e insiste que é possível alterar a lei dos familiares no governo, António Costa da Silva considera que “cada um tem a sua opinião, o que está encima da mesa é se faz sentido ou não criar uma legislação para estas nomeações”. O deputado diz que esta questão é “da responsabilidade política e não legislativa” era esperado “bom senso por parte do governo no sentido de fazer escolhas que fujam a esta tramoia familiar”.

António Costa da Silva diz que o facto de o presidente da república ter uma opinião diferente “não lhe parece nada de anormal” e considera que “qualquer cidadão entende que esta matéria é de bom senso”.

Quando questionado pela RC sobre se Rui Rio estaria a salvaguardar possíveis interesses futuros, António Costa da Silva é taxativo e considera que “não, ele está-se nas tintas para os efeitos perversos ou negativos”. O deputado diz que já aconteceram situações destas no passado, mas “com esta dimensão, dentro de um governo nunca tinha sido visto” e considera que quem irá resolver a questão do “Family Gate” serão “as eleições, onde os portugueses podem decidir se concordam ou não”.

Quanto ao facto de os juízes e procuradores esperarem cerca de 10 anos pela criação de um gabinete de apoio, António Costa da Silva considera tratar-se de uma medida “que iria permitir que os juízes agilizassem os processos, infelizmente uma boa medida que nunca foi posta em prática”. O deputado pensa que “estes meios são importantes e não os meios financeiros que tem vindo a público com a remoção do teto salarial”. António Costa da Silva diz que “não existe dinheiro para a justiça, ou seja não existe dinheiro para a democracia, mas depois já existe para os bancos e outras coisas com menos importância”.

O deputado finalizou a sua rúbrica aos nossos microfones, analisando o pedido do PSD para que o governo mostre o relatório sobre as falhas do SIRESP nos incêndios de 2017. António Costa da Silva diz que “este pedido tem sido feito sistematicamente” para que se apure o que falhou e quem falhou e também “para se corrigir o que falhou evitando assim situações idênticas no futuro”, no entanto o governo “está-se nas tintas para mostrar o que realmente se passou”. O deputado deixa uma questão “o que é que esconde o governo?”, estranho assim a recusa e a demora por parte do governo em mostrar os dados.

O deputado finalizou este tema considerando que “o governo não quer mostrar, por ser ano de eleições”, no entanto considera “era fundamental para evitar situações futuras”.

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