O inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, forçado pelo PSD, os cem dias da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa e as declarações do Ministro das Finanças, em que os portugueses são os que mais trabalham na Europa, no comentário de Nuno Melo no

Revista de Imprensa 16 Jun. 2016

O eurodeputado Nuno Melo no seu comentário desta quinta-feira, dia 16 de junho, falou sobre o inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, forçado pelo PSD e as declarações de Bagão Félix que considera que a comissão de inquérito à caixa vai ser destrutiva, os cem dias da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa e a afirmação do Ministro das Finanças, Mário Centeno em que refere que os portugueses são os que mais trabalham na Europa.

Sobre o inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, Nuno Melo expressa que “quando se apuram responsabilidades na base daquilo que podem ser atos, até de delinquência financeira, não pode haver publico nem pode haver privado, se exigem essas responsabilidades e outras em relação às quais se entenda normal que essas responsabilidades possam ser escondidas. Quando nós falamos de necessidades de recapitalização, com recurso a impostos dos portugueses, para já, no mínimo de 4 mil milhões de euros, estamos a falar de mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), não se exigir à Caixa o que já se exigiu em relação ao BPI, aos BES e ao BANIF, seria uma indignidade, seria um sectarismo tremendo (…)”.

Relativamente aos cem dias de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, o eurodeputado diz que o Presidente da República tem um capital politico angariável ao longo de uma vida, é um fenómeno de comunicação, de uma simpatia que colhe da esquerda à direita, chama mais gente a muitos eventos que muitos artistas contratados e pagos (…)”.

Sobre as declarações do Ministro das Finanças em que proferiu que os portugueses são os que mais horas trabalham na Europa, Nuno Melo refere que o Ministro das Finanças “vive no mundo da lua porque se devia ter lembrado que acabou de reduzir o horário dos funcionários públicos para as 35 horas (…)”.

Acrescenta que, relativamente ao facto de anunciar que tal medida não acarreta despesas ao Estado, Nuno Melo salienta, “para que a administração pública continue a garantir o mesmo ritmo de trabalho, ou faz horas extraordinárias, que têm que ser pagas, e sendo pagas aumenta a despesa, ou tem que contratar mais funcionários públicos, o que vai dar ao mesmo resultado (…)”.

            

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