"O jornalismo feito sobre a segurança social de Évora é sensacionalismo puro" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 03 junho, 2019

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 3 de junho de 2019, abordou aos microfones da Rádio Campanário as polémicas operações STOP da passada semana, as festas da segurança socia de Évora, as declarações de André Silva que garante que não será ministro e ainda as declarações do presidente republica sobre a suposta “crise politica” nos partidos da direita.

Relativamente ás polémicas operações STOP, António Costa da Silva considera que “são completamente ridículas, só próprias de um país totalitarista”, acrescentando que “qualquer dia estamos na praia ou em qualquer sitio com a família e entra a policia com a autoridade tributaria, como se fosse um estado dentro do próprio estado, fazendo o que bem entendem”.

O deputado refere que “o governo a única coisa positiva que fez foi terminar de imediato com estas ações”, questionando-se “como é que o governo não sabia destas ações?”. António Costa da Silva afirma “é muito esquisito o governo não saber de nada”, acrescentando “se o governo não sabia, deveria saber, como é que a própria diretora do fisco não sabia destas ações?”. Para o deputado estamos perante uma ação “completamente tonta”.

No que respeita ás polémicas com a segurança social de Évora, António Costa da Silva refere que “o jornalismo que foi feito ali é sensacionalismo puro”, concluindo que “prefiro aguardar os resultados das auditorias e do trabalho interno feito pelo serviço, para que possa ter uma opinião”.

O deputado considera que “as imagens podem ser forjadas”, afirmando “o seu total desconhecimento dos eventos”. António Costa da Silva refere “com muito cuidado” que as conferências formativas “até podem representar uma ação positiva do dirigente da segurança social de Évora, no sentido de aumentarem a produtividade dos funcionários”.

António Costa da Silva afirma “não quero ser injusto”, pois considera não ter “a informação completa”, referindo que “existe sempre a tentação de entrar no sensacionalismo destas questões”. O deputado refere ainda que “o diretor da segurança social de Évora devia esclarecer esta situação”. O deputado, após ser informado pela RC sobre a recusa do Dr. José Ramalho em prestar esclarecimentos sobre o caso, refere que “não o fazendo ficará sempre a dúvida sobre o que realmente se passou”, concluindo que “penso que seria positivo clarificar a situação”.

Relativamente ás declarações de André Silva (PAN) que garante que não será ministro, o deputado considera que “demonstram que ele é um verdadeiro político”, exemplificando que é o típico número do “eu até sou uma pessoa humilde, não estou interessado no poder”, acrescentando que “o poder na política é fundamental e o André Silva está a transformar-se naquilo que é, um político”.

O deputado finalizou a sua rúbrica aos nossos microfones abordando as declarações do Presidente da República, sobre uma suposta crise nos partidos da direita. António Costa da Silva concorda “a 200%” com a resposta de Rui Rio sobre a crise ser no sistema político. O deputado refere ainda que “considero abusiva a expressão do presidente da república”, justificando que “o presidente da república não é um analista político, nem tem que manifestar-se sobre a situação da direita ou da esquerda”.

O deputado considera que “Marcelo Rebelo de Sousa está preocupado em ser o elemento equilibrador, fazendo o contrabalanço com o governo, estando interessado em entalar a direita”. António Costa da Silva considera que “o senhor presidente da republica está a proceder mal nesta situação”.   

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