14 novembro, 2018
Augusta Serrano
Ecos da Planura
09:00-11:00

“O mínimo que podemos dizer” é que Donald Trump e Kim-Iong-un “não são confiáveis”, refere Carlos Zorrinho (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 12 junho, 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 12 de junho, começou por falar do relatório ‘Políticas Eficazes para Professores’, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), publicado esta segunda-feira, e terminou a sua revista de imprensa comentando a reunião entre Donald Trump e Kim Iong-un, em Singapura, que resultou na assinatura de um acordo entre ambos.

No que diz respeito aos dados publicados pela OCDE, que mostram uma melhoria de rendimento dos alunos, ao longo de uma década (2005-2015), a par do corte de 10% nos salários dos professores, Carlos Zorrinho diz que “os professores são muito importantes, em termos da formação dos jovens”, mas “houve também ao longo deste período, desta década”, outros programas que contribuíram para a melhoria de resultados. Tais como “o plano tecnológico da educação”, assim como as condições das escolas e das famílias.

Ao mesmo tempo, Carlos Zorrinho sublinha também que, não sós os professores, mas “todos os funcionários públicos, perderam poder de compra real, ao longo da última década”.

O eurodeputado socialista salienta ainda que neste momento, no que diz respeito às reivindicações e exigências dos professores ao Governo, “o grande braço-de-ferro que está a ser feito é entre aquilo que o país precisa e aquilo que o país tem”, ou seja, “entre aquilo que são a legítimas aspirações dos portugueses, e neste caso estamos a falar dos funcionários públicos, e aquilo que são as condições concretas do país”. Pelo que “vai acabar por se encontrar uma solução intermédia”, acredita o eurodeputado.

Já no que diz respeito ao encontro dos líderes dos EUA e da Coreia-do-Norte, esta madrugada, em Singapura, que resultou num acordo de desnuclearização, Carlos Zorrinho salienta que “o mínimo que podemos dizer é que não são confiáveis”, pelo que a esperança de que esse acordo se efetive se mantém “até ao próximo Twitter” de Donald Trump. À imagem do que aconteceu recentemente na última reunião do G7, onde o líder norte-americano desfez o acordo conseguiu com uma publicação nas redes sociais.

Mas, a cumprir-se mesmo o acordo de Singapura, “seria um passo no sentido da paz” e “um passo no sentido da desnuclearização”, pelo que “espero que seja mesmo um passo sustentável”, sublinha o socialista. Pelo que, apesar de tudo, “é preferível que tenha havido um acordo”.

Carlos Zorrinho refere também que o facto de “já haver relações entre a Coreia-do-Norte e a Coreia-do-Sul, também cria uma abertura” face ao regime ditatorial de Kim-Iong-un, pelo que “a melhor maneira de combater as ditaduras é fazê-las respirar”. Mas mantém as suas reticências, sobre a possibilidade de “poder, toda esta manobra, ser uma enorme manobra de propaganda” por parte de Donald Trump, para mascarar a promessa de que “iria fazer a América grande outra vez” e que “no fundo, está neste momento a conseguir abrir os telejornais no mundo inteiro”. Ao mesmo tempo que saiu do acordo sobre as alterações climáticas, acabou com a neutralidade da internet e ainda retirou financiamento da NATO.

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