O pagamento antecipado ao FMI, a subida do salário mínimo para 600 euros e a ausência de propostas para a compra do Novo Banco no comentário de João Oliveira no dia 23 de novembro (c/som)

Revista de Imprensa 23 Nov. 2016

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 23 de novembro, falou sobre Portugal pagar mais cedo ao FMI, amortizando na divida 2.000 milhões de euros, que estavam previstos serem pagos em 2018 e 2019, a exigência do PCP para que o salário mínimo se situe nos 600 euros em 2017 e a ausência de propostas para a compra do Novo Banco, correndo o risco de ser adquirido por capitais estrangeiros  

Sobre o pagamento adiantado ao FMI de 2.000 milhões de euros, usando a almofada que vem da forte procura das famílias pelas novas emissões de divida publica e do adiamento da recapitalização da CGD para 2017, João Oliveira diz que “são dados positivos porque há menos custos para o Estado em termos de juros, mas são dados positivos que se misturam com outros, mas no fundo a questão que importa, é que o problema de fundo da divida publica portuguesa não ficou resolvido”.

Destaca que “o financiamento do Estado junto das famílias portuguesas, aumentou e isso é positivo, de resto tudo contraria uma lógica (…)”.

Relativamente à exigência do PCP para que o salário mínimo se situe nos 600 euros em 2017, o deputado refere que o partido que representa “vai hoje agendar o debate do salário mínimo e em principio será discutida ainda na primeira quinzena de dezembro e a proposta que apresentamos é precisamente de 600 euros para o salário mínimo”.

Acrescenta que o PCP apresenta esta proposta convicto “da sua justeza porque temos os salários mínimos mais baixos de toda a Europa”.

No que diz respeito à ausência de propostas para a compra do Novo Banco, correndo o risco de ser adquirido por capitais estrangeiros, João Oliveira diz que “o prazo para a apresentação de propostas ficou concluído há duas semanas atrás e das cinco propostas que aparecem, todas elas estão associadas a capital estrangeiro”.

Afirma que na banca portuguesa só não está absolutamente controlada por estrangeiros, a CGD “porque tem o peso que tem. Se olharmos para a banca privada, a maior parte já está hoje nas mãos do capital estrangeiro e isso é um problema sério. Significa que os centros de decisão num setor estratégico como é a banca, são transferidos para outros países”.

 

 

 

      

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