22 julho, 2019
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Fadistices
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"O PS julga que se tiver eleições antecipadas obtêm uma maioria absoluta" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 08 maio, 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 8 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a “crise política” que se instalou com a decisão da reposição da totalidade do tempo de serviço dos professores, bem como as posições adotadas pelas diferentes bancadas parlamentares.

João Oliveira começa por salientar “a coerência do PCP neste assunto”, referindo a sua “posição inatacável não só em termos dos professores como em todas as classes profissionais”.

O deputado refere “a posição do PCP na reposição dos tempos de serviço aos trabalhadores das carreiras especiais”.

Naquilo que respeita ás ameaças de demissão do primeiro ministro, João Oliveira considera que “já todos percebemos o que se pretendia”, acrescentando que “o governo estava com muita sede em ir ao pote”. Para o deputado “o PS julga que se tiver eleições antecipadas consegue ter uma maioria absoluta, não se importando de mandar tudo ao charco”. Na opinião de João Oliveira “é uma situação prejudicial para o país” e considera que “nada justifica que se convoquem eleições antecipadas a 5 meses das previstas”. O deputado frisa “a obstinação” do PS “em obter uma maioria absoluta” como justificação para “a ameaça de demissão”.

João Oliveira vai mais longe e refere “que a questão dos professores foi apenas o pretexto que o governo utilizou para tentar convocar eleições antecipadas”, “foi uma operação de chantagem a que assistimos”. O deputado afirma que “os números apresentados estão falseados, e servem apenas para amedrontar as pessoas”.

O deputado pelo PCP considera que “o necessário é avançar na resposta aos problemas do país, aprofundar algumas medidas que já foram sendo tomadas ao longo destes 3 anos”. João Oliveira considera que o PS procura uma maioria absoluta “para se livrar do condicionamento que tem existido nestes últimos anos e que obriga a aprovação de medidas que caso contrário não seriam postas em prática”, justificando de seguida que “se o PS estivesse sozinho no governo não teriam existido aumentos nas pensões, manuais escolares gratuitos, não tinha existido a medida da reforma dos trabalhadores das pedreiras”.

João Oliveira refere que “os ministros do PS nos últimos dias tem utilizado o mesmo discurso que utilizavam os ministros do PSD e do CDS”, utilizando a frase “onde é que querem cortar” para aprovar a reposição de rendimentos. O deputado refere ainda “as declarações inflamadas do PSD e do CDS” que referiam tratar-se de “um texto e uma medida muito boa para os professores”, no entanto em 3 dias com as alegações que as contas públicas eram postas em causa “passou a ser mais importante as metas do défice impostas pela União Europeia do que os trabalhadores do país”.

O deputado refere que “o PSD, o CDS e até mesmo o próprio PS não se importam de colocar as metas europeias em primeiro lugar, esquecendo-se dos interesses dos trabalhadores do país”.             

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