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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 17 Dez. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 17 de dezembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o orçamento para 2020.

Carlos Zorrinho começa por considerar que “é um orçamento muito equilibrado”, lembrando que “no ciclo anterior foi necessário repor cortes e terminar com medidas de austeridade que se revelaram desnecessárias”, logo, “é normal que este orçamento seja um pouco mais contido”.

O eurodeputado refere que “compreendo alguma frustração dos funcionários públicos ao verem os aumentos não corresponderem ás suas expetativas”, acrescentando que “temos de ver que a inflação e as taxas de juros são praticamente nulas neste momento”.

Pese embora a menor ousadia, Carlos Zorrinho considera-o “o mais ousado do poto de vista do investimento público”, acrescentando que “basicamente o governo procura investir naquilo que pode transformar a nossa vida e o nosso dia a dia”.

Para o eurodeputado “todos temos a noção de que é preciso pagar mais aos médicos e aos enfermeiros”, acrescentando que “vão ser feitas obras nos nossos hospitais e serão instalados melhores equipamentos”.

Questionado sobre o facto de os aumentos na função pública estabilizarem o setor, Carlos Zorrinho refere que “temos de ver que é preciso fazer escolhas”, acrescentando que “compreendo que 0.3% de aumento saiba a pouco, mas é preciso rejuvenescer a classe docente, aumentar o número de funcionários no SNS, é preciso construir novos hospitais”.

Para o eurodeputado “temos de ter em mente que estes aumentos são por igual”, referindo ainda que “este orçamento serve para uma coisa muito importante, que é a continuidade das taxas de juros muito baixas que ajudam ao investimento e a que paguemos menos sobre a divida pública”.

Carlos Zorrinho considera que “se queremos manter a eficácia dos serviços públicos o estado não pode ter menos dinheiro, daí o peso da carga fiscal”.

Relativamente aos partidos que podem vir a aprovar o documento, o eurodeputado refere que “existe sempre uma fronteira entre o ideal e o possível”. Explicando depois que “do meu ponto de vista o ideal era que este orçamento fosse aprovado com a abstenção do BE e do PCP”.

Carlos Zorrinho considera que “o problema é que o BE e PCP estão a disputar o lugar da oposição de esquerda “, no entanto, “por todo o trabalho que foi feito, este orçamento mereceria a abstenção destes partidos”.