Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 10 Jan. 2020

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 10 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o Orçamento do Estado para 2020 e a consequente posição de voto do BE.

José Gusmão começa por referir que “as negociações com o Governo foram muito difíceis”, acrescentando que “começaram tarde”.

O eurodeputado lembra que “o BE foi o único partido que se disponibilizou logo na noite eleitoral para realizar um acordo escrito com o PS e também nos disponibilizámos para realizar uma proposta de orçamento, algo que o PS também rejeitou”.

Para José Gusmão “a proposta do Governo é má”, uma vez que “é uma proposta concentrada na obsessão do Ministro da Finanças, justificada pelo Primeiro Ministro com a redução da divida”.

O eurodeputado considera que “o PS esqueceu-se que nos últimos 4 anos, condicionado pelos acordos com a esquerda, a dívida reduziu 10 pontos percentuais, sendo a maior redução de sempre da dívida pública em Portugal”.

Questionado pela RC sobre quais os fatores que levaram a que o BE tomasse a posição de se abster na votação, José Gusmão refere que “a questão dos meios complementares de diagnóstico era uma questão que já transitava da anterior legislatura”, acrescentando que “consideramos prejudicial que o Estado gaste 1300M de euros com a contratação a privados de meios complementares diagnóstico, ao invés de realizar essas análises nas suas próprias instalações”.

O eurodeputado justifica que “o que tinha sido anunciado inicialmente era um aumento de dotação do orçamento da saúde, que consideramos uma medida positiva, no entanto, não chega para suprir as deficiências que o SNS apresenta“.

Para José Gusmão “estas medidas não fazem daquilo que era um mau orçamento um bom orçamento, daí que a nossa posição seja a abstenção”, acrescentando que “o PS pretende governar como se tivesse tido a maioria absoluta que os portugueses não lhe deram”.

Questionado sobre se estamos perante um orçamento de esquerda, o eurodeputado afirma que “o facto de nenhum partido de esquerda ter votado favoravelmente o orçamento revela bem que não existe a adesão que se verificou na legislatura passada”.

José Gusmão considera que “o PCP já anunciou que o critério para a sua abstenção é que não se andou para trás, ou seja, não se perdeu nada daquilo que foi conquistado durante o período da gerigonça, justificação com a qual não concordamos”.

O eurodeputado refere que “um orçamento de esquerda não pode manter níveis de investimento publico que são historicamente baixos”, acrescentando que “o PS parece que se quer afastar daquilo que foi a matriz da gerigonça e não se conforma com o facto de os portugueses não lhe terem dado a maioria absoluta”.

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