19 Fev. 2020
Augusta Serrano
Notícias
17:00-19:30

Os donativos irregulares, recebidos pelos partidos, o programa Simplex, e a insistência da Comissão Europeia em mais 740 milhões de euros de austeridade, no comentário desta semana do eurodeputado Nuno Melo (c/som)

Revista de Imprensa 19 maio 2016

O eurodeputado Nuno Melo no seu comentário desta quinta-feira, dia 19 de maio, falou sobre a acusação do Tribunal de Contas (TC) em que todos os partidos receberam donativos irregulares, com exceção do Bloco de Esquerda, do Simplex, programa com 255 novas medidas, em que os trabalhadores por conta de outrem deixam de entregar declaração de IRS, passando a ser de forma automática, e da insistência da Comissão Europeia em mais 740 milhões de euros de austeridade.

Relativamente aos donativos irregulares aos partidos, Nuno melo refere que “o financiamento dos partidos é uma realidade que há muito suscita problemas mas que apesar de tudo, hoje em dia, está mais regulamentada do que noutros tempos (…)”.

No que concerne ao Simplex, programa com 255 novas medidas e apresentado hoje pelo Primeiro-ministro, salienta que “o Simplex foi um dos aspetos que genericamente foram apontados como positivos, um dos poucos da governação do engenheiro Sócrates. A governação do engenheiro Sócrates à frente do PS e com o PS à frente dos destinos do país, foi uma tragédia, mas em relação ao Simplex, houve de facto uma simplificação de alguns aspetos burocráticos que eram em larga medida anacrónicos e que resultaram numa melhoria do funcionamento da administração. O conceito parece-me bem. Sendo jurista eu alio as vantagens da simplificação administrativa com a necessidade da segurança jurídica e portanto desde que me garantam que simplificando procedimentos, os cidadãos estão seguros e não vão ter problemas, designadamente em matéria fiscal, lindamente (…)”.

No que concerne à insistência da Comissão Europeia em mais 740 milhões de euros de austeridade, diz que “é o desfasamento deste Governo em relação à realidade e esse é que é o problema e a Comissão Europeia fica nervosa. Quando o Governo, depois de tempos em que houve muito rigor em que permitiram sair da situação de intervenção da troika com as contas públicas razoavelmente em ordem, basicamente assume funções e reverte em serie tudo, escolhe como parceiros no Governo, dois partidos de extrema esquerda que gravitam a recusa da divida, não pagando a divida, que negam o euro, que põem em causa o projeto da União Europeia, obviamente que a Europa que avalia, fica nervosa e muitas das diligencias que agora faz, resulta desse facto e não apenas e necessariamente das contas em 2015 que tendo em conta o trajeto desde 2010, foram até extraordinárias”.

Instado sobre Bruxelas dizer que as medidas não foram suficientes, refere que “se não fosse o Banif, o défice teria ficado contido nos 2% e independentemente deste facto, é bom recordar que com o engenheiro Sócrates em 2010, o défice foi de 11,2%, de 2010 até hoje, com o défice nos 3%, não fosse o Banif, houve um mundo que aconteceu e esse mundo aconteceu graças ao esforço de um povo inteiro (…) que se quis libertar da troika (…)”.  

                

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