“Os portugueses preferem a praia, é mais fácil ir a eleições no inverno” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 30 maio, 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 30 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário os resultados das eleições europeias e as declarações de Ribeiro e Castro.

Relativamente ao resultado obtido pelo CDS, Nuno Melo refere que “eu não sou de mascarar resultados, temos de aceitar os resultados para compreender os fenómenos e tentar melhorar. O eurodeputado refere que “não tenho uma coisa tipo PCP, que transforma derrotas em vitórias.

Nuno Melo considera que “o resultado também não foi extraordinário para o PS, mas venceu”, acrescentando que “foi mau para o PSD, foi mau para a CDU que perdeu um eurodeputado, foi razoável para o BE e foi muito bom para o PAN”. O eurodeputado refere que “vivemos num país onde a direita vai para a praia, a esquerda mobiliza-se e um partido que não tem uma ideia sobre Portugal ou sobre a Europa, que defende o fim das touradas e transformar toda a população portuguesa numa população vegan que não coma carne, acaba por eleger um eurodeputado”. Nuno Melo refere “com todo o respeito pelo PAN, mas esta eleição mostra que vivemos num país em que algo está muito errado”.

No caso do CDS, o eurodeputado considera que “temos uma circunstância nova, que são quatro novos partidos a disputar o nosso eleitorado, o CDS desceu de 8.3% e os pequenos partidos da direita ‘roubaram’ esses votos”, para Nuno Melo “com esses votos teríamos conseguido eleger Pedro Mota Soares”. A crise dos professores, na opinião do eurodeputado, “afetou largamente o PSD e o CDS”.

Questionado pela RC sobre o que poderia ter sido feito para minorar os efeitos da crise dos professores, Nuno Melo refere que “não deixei passar nada, não sou deputado na assembleia da república, ninguém me perguntou nada e provavelmente n avaliaram o impacto político de uma decisão destas”. O eurodeputado afirma que “o primeiro ministro, que é uma raposa velha da política, aproveitou esta situação dos professores para ganhar vantagem”.   

Nuno Melo afirma que “assumo o resultado pois era o cabeça de lista e não vou procurar bodes expiatórios nos outros”, frisando mais uma vez que “até ao episódio dos professores as sondagens, que não falharam muito, davam valores completamente diferentes”. O eurodeputado refere que “os portugueses preferem a praia, é mais fácil ir a eleições no inverno”.

Quanto aos números da abstenção, Nuno Melo refere que “são um disparate, são coisas que não podem acontecer, as pessoas prescindem de decidir o seu futuro porque acham que não interessa nada e depois queixam-se”.

O eurodeputado considera que “temos de aprender com os erros”, acrescentando que “o Dr. António Costa e o PS estão neste momento fortes e em posição de grande vantagem, a CDU está em grandes dificuldades tendo sido ultrapassada pelo BE, o PAN manifestamente vai crescer nas urnas, o PSD e o CDS têm de fazer uma análise muito profunda”.

Relativamente ás declarações de Ribeiro e Castro que considera que “Nuno Melo devia renunciar ao mandato”, o eurodeputado refere que “não consigo interpretar a declaração, não sei se é castigo ou elogio”. Nuno Melo refere que “estarei em todas das batalhas do meu partido”, lembrando que “Ribeiro e Castro venceu 1 congresso do CDS e manteve-se eurodeputado”.    

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