12 dezembro, 2018
Augusta Serrano
Notícias
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PCP considera prematuro avançar com uma Comissão de Inquérito Parlamentar sobre o caso de Tancos (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 26 setembro, 2018

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 26 de setembro, começou por comentar o caso do assalto ao paiol de Tancos e terminou a sua rúbrica com uma análise aos problemas relacionados com a colocação de jovens médicos no interior.

No que diz respeito aos rumores de que o presumível assaltante de Tantos se terá “assustado com a proporção que o caso tomou”, João Oliveira comenta que “esse aspeto é de facto um aspeto curioso”, pois “aquilo que é essencial é a circunstância em que aconteceu estas detenções e a evolução que este processo tem”.

"Está em causa a segurança de uma instalação militar que é violada, está em causa material que é particularmente perigoso”, que é “material de uso militar”

“O assalto a Tantos é uma situação de grande gravidade”, diz o deputado do PCP, “porque está em causa a segurança de uma instalação militar que é violada, está em causa material que é particularmente perigoso”, que é “material de uso militar”, e que com estes novos factos “que vieram a público, com as detenções que foram feitas e com o envolvimento que está indiciado de outros militares, nomeadamente da PJ Militar”, o mesmo afirma que “os responsáveis devem ser punidos com a relevância que tem” esta situação.

Ainda sobre este caso, o deputado comunista considera que “no momento em que se está a fazer o apuramento das responsabilidades criminais, no momento em que o próprio ministério público está a desenvolver a investigação”, que “já conduziu algumas detenções”, considera que  “só depois do próprio processo de investigação criminal estar concluído” é a Assembleia da República deve intervir e investigar. Pelo que “não podemos retirar imediatamente conclusões de factos que não sabemos se estão provados”.

O “problema gravíssimo com a falta de fixação de médicos no Alentejo” existe porque “os médicos não querem ir para o Alentejo”

Por fim, ao abordar as reivindicações do Bastonário da Ordem dos Médicos, que exige mais incentivos à fixação de profissionais no interior, João Oliveira reitera que o “problema gravíssimo com a falta de fixação de médicos no Alentejo” existe porque “os médicos não querem ir para o Alentejo”.

Por isso, diz que “há três planos em que se deveria considerar a intervenção para resolver este problema”: em primeiro lugar “há uma obrigação de prestação de serviço público por parte dos clínicos, que deve ser assegurada e enquadrada e encaixada no próprio desenvolvimento da carreira”; em segundo, “combater os desequilíbrios que existem dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em que os grandes hospitais (…) conseguem concentrar muitos médicos (…) em prejuízo dos outros hospitais”; e em último lugar “é importantíssimo acabar de uma vez por todas com a concorrência que os hospitais privados fazem ao SNS”.

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