“Quando o governo estiver a negociar com Bruxelas, vai estar com a máxima força porque tem o suporte do PSD”, diz António Costa da Silva (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 16 abril, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 16 de abril, começou por falar dos consensos entre PS e PSD, para depois comentar a reestruturação do Novo Banco, terminando com uma análise à situação na Síria. Sobre os entendimentos entre os dois maiores partidos portugueses, o social-democrata considera que é “natural” e que isso deixa o governo “com a máxima força”, para negociar com Bruxelas.

Sobre os acordos entre PSD e Governo, em matérias de descentralização e da posição portuguesa face aos fundos estruturais, considera “natural que os dois partidos, quer o Partido Socialista, quer o Partido Social Democrata, se entendam”. Acrescentando que “isso é positivo”, pois “o que for bom para o país é bom, certamente, também para o Governo e para os partidos”.

António Costa da Silva considera que com o acordo sobre a posição portuguesa na negociação do quadro plurianual de fundos estruturais para a próxima década, “quando o governo estiver a negociar com Bruxelas, vai estar com a máxima força porque tem o suporte do Partido Social Democrata”.

Contudo, sobre o alinhamento de ambos os partidos, face às matérias da descentralização, o deputado social-democrata salienta que “não faz sentido estabelecer um acordo sem as principais organizações que representam os municípios dizer «estamos disponíveis para receber»” as competências que lhes sejam atribuídas, o que depende também do “envelope financeiro estar definido para os municípios”.

Sobre o encerramento de mais de 73 agências do Novo Banco, que irá causar o despedimento de 400 trabalhadores, António Costa da Silva salienta que “o Estado Central vai injetar 1,4 mil milhões de euros no Novo Banco”, ao mesmo tempo que “o Estado Português insiste que é um fundo” mas “se o banco não pagar, foi o Estado que deu garantias e os portugueses estão comprometidos com isso”.

Sobre a situação na Síria, António Costa da Silva afirma a confirmar-se a utilização de armas químicas por parte do regime sírio, “essa linha vermelha foi ultrapassada” e “daí essas intervenções cirúrgicas em bases militares e áreas de intervenção onde essas armas químicas estão a ser concretizadas”. Sobre o papel da ONU na tentativa de mediação das diferentes partes envolvidas, “a ONU nunca consegue entendimentos porque basta um dos principais elementos, como é o caso da Rússia, não acordar”, para inviabilizar qualquer intervenção.

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