"Rui Rio tem uma ínfima possibilidade de ser governo, o que lhe facilita as promessas que nunca serão cobradas” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 17 setembro, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 17 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o último debate entre o atual primeiro ministro e candidato pelo Partido Socialista, António Costa, e o líder do Partido Social Democrata Rui Rio.

Para Carlos Zorrinho resultou “obviamente uma vitória de António Costa, como militante do partido socialista, da mesma maneira que os militantes e apoiantes do partido social democrata afirmam que ganhou Rui Rio”.

O eurodeputado considera que “o mais interessante do debate foi o contraste, de um lado tivemos um primeiro ministro e candidato a primeiro ministro com uma atitude de estadista, muito contido referindo apenas o essencial, no fundo assumindo a responsabilidade de quem governou e quer continuar a governar”. Carlos Zorrinho é taxativo e afirma que “o PS não pode fazer promessas que depois não vai poder cumprir”.

Naquilo que concerne às declarações de Rui Rio, o eurodeputado socialista considera que “foi mais solto”, justificando tal facto com “embora tenha responsabilidade naquilo que o PSD e o CDS fizeram de mau no governo anterior, aparece agora mais solto e a dizer aquilo que entende”.

Para Carlos Zorrinho o facto de as sondagens darem apenas “uma ínfima possibilidade de o PSD ser governo”, permite “que tudo se possa dizer, incluindo propostas como serviço militar obrigatório, aumentar a despesa (…), tudo se torna mais fácil de prometer quando dificilmente virão a ser cobradas as propostas”.

 Em linhas gerais, Carlos Zorrinho considera que “foi um debate muito interessante, pena que não tenha existido mais tempo”, acrescentando que “Rui Rio representa um passado recente que todos sabemos o que nos custou, António Costa representa o presente e as pessoas também sabem como vivem agora”.

Questionado pela RC sobre as contas públicas e a carga fiscal, o eurodeputado refere que foram feitas “duas analises completamente diferentes”, ou seja, se por um lado “António Costa explica que o volume da receita fiscal subiu porque a economia se desenvolveu, porque temos menos desempregados e temos mais gente a pagar contribuições”, por outro lado “Rui Rio disse que se governasse voltaria a deixar cada um nas suas próprias mãos, sem apresentar politicas publicas no âmbito da solidificação da segurança social”.

Questionámos o eurodeputado sobre a eventualidade de o debate de ontem (16 de setembro) poder alterar as intenções de voto, ao que Carlos Zorrinho considera que “o debate em nada afetará a ideia dos portugueses, as decisões são muitas vezes tomadas com base emocional e muito encima da hora. Se vier a existir algum impacto deste debate, na minha opinião terá sido a solidificação da posição do Dr. António Costa”.

Outro dos temas quentes da atualidade é o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a falta de médicos especialistas, o que para Carlos Zorrinho “é uma situação com muitas componentes, o SNS está muito melhor do que estava no passado, mas também é verdade que os portugueses ( com toda a legitimidade) pedem mais do serviço nacional de saúde”, o que leva o eurodeputado a considerar que “é muito importante que exista mais formação de médicos, que consigamos fixar os nossos quadros técnicos e evitar que eles vão para o estrangeiro”.

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