“Se o Governo não governasse bem não poderia ter o seu Ministro das Finanças neste lugar”. Diz Carlos Zorrinho no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 05 dezembro, 2017

O eurodeputado Carlos Zorrinho no seu comentário desta terça-feira, dia 5 de Dezembro, começou por falar acerca da nomeação do Ministro das Finanças, Mário Centeno como presidente do Eurogrupo, dizendo que se o Ministro português “não fosse muito competente, nunca seria eleito e se o Governo não governasse bem não poderia ter o seu Ministro das Finanças neste lugar”.

Para o eurodeputado socialista “o mais importante é o significado político”, indicando que “a certa altura, havia a ideia de que fazer parte da moeda única implicava seguir uma cartilha de austeridade”, algo que “tornava o Eurogrupo uma instituição não democrática”.

“Portugal fez diferente e conseguiu cumprir os objetivos”, realçou o Comentador da RC, sustentando que “isto é uma lufada de ar fresco para o Eurogrupo”, em que, a partir de agora “os países vão poder escolher formas diferentes de chegar aos mesmos objetivos”.

No que diz respeitos às desvantagens que esta eleição pode trazer ao acordo governamental, Carlos Zorrinho refere que “o acordo não tem abrangência europeia”, considerando “normal” o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda terem algumas “dúvidas”.

Em comentário sobre as reações a esta nomeação, o socialista admite “preocupar-se mais” caso os Partidos do consenso europeu, o PSD e o CDS, “viessem criticar a escolha de Mário Centeno”, enquanto “o Bloco e o Partido Comunista não fazem parte por escolha própria”.

Questionado sobre a dívida do país, em que Portugal é referenciado como a nação mais endividada, Carlos Zorrinho recorda o “défice projetado para 2018 de 1.1”, caraterizando-o como “o défice mais pequeno da democracia portuguesa”.

Na opinião do eurodeputado, os principais decisores nacionais “farão tudo para que essa questão não se coloque”, aprovando um “pensamento positivo e muito rigor na ação”.

Carlos Zorrinho diz ainda que “as duas grandes prioridades para Mário Centeno são a democratização do Euro e completar a União Económica Monetária”, sustentando que Portugal “já muitas vezes deu grande contributo para o projeto europeu, e mais uma vez, vamos dar um contributo importante”.

No que diz respeito à saída do Reino Unido da União Europeia, Carlos Zorrinho declara que “o tema é muito complexo”, tendo as negociações “falhado por causa da Irlanda”, sustentando que “aplicar a saída da União Europeia seria aplicar uma fronteira dura entre a Irlanda e o resto da Ilha”.

Carlos Zorrinho acrescenta ainda que na questão do Brexit “percebe-se que não se explicou aos eleitores ingleses tudo aquilo que implicava”, e na sua opinião, “quando começarem a perceber tudo aquilo que implica, se calhar vão pensar duas vezes”.

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