"Se o PSD não tivesse permitido o chumbo da proposta do PCP a questão dos professores já estava resolvida" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 27 fevereiro, 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 27 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os mais recentes desenvolvimentos nas reivindicações das diferentes classes, falou sobre a requisição civil na greve dos enfermeiros, abordou as declarações de Jerónimo de Sousa ao jornal Público e finalizou com uma abordagem sobre a regulamentação das carreiras dos trabalhadores das pedreiras.

João Oliveira disse à Rádio Campanário que “tenho muitas dúvidas que o veto do presidente da república vá resolver alguma coisa, ou que o tribunal constitucional possa ser a solução para isso (…) nenhuma das duas situações altera o texto do decreto. Quanto a uma possível mudança de posição do PSD, essa é decisiva. Se o PSD não tivesse permitido o chumbo da proposta do PCP esta questão já estava resolvida”.

Quando questionado pela Campanário sobre as mais recentes declarações de Mário Centeno, o deputado considera que “a solução que vier a ser encontrada para os professores tem de ser aplicada a todas as outras carreiras (…) não existe um problema de falta de verbas no orçamento, o orçamento é mais que suficiente para dar resposta a tudo isto”.

João Oliveira diz ainda que “o PS espalhou pelo país todo enormes cartazes a dizer ‘défice mais baixo de sempre’, afinal de contas temos o défice mais baixo ou não existe dinheiro para fazer mais despesas?”, o deputado considera esta situação “verdadeiramente incompreensível”. “Não se compreende como é que o ministro das finanças diz uma coisa destas quando o défice tem ficado sempre abaixo dos valores inicialmente apontados”.

A RC questionou João Oliveira se esta questão era mais má vontade do governo, que falta de dinheiro, ao que o deputado respondeu que “isso é evidente”, “se existem problemas para resolver, e existe margem para isso porque é que as soluções não se põem em marcha”. O deputado considera que esta situação “apenas é boa para o ministro das finanças apresentar os resultados em Bruxelas, para o país é bom que o governo resolva os problemas das pessoas”.

Sobre a questão da requisição civil da greve dos enfermeiros, João Oliveira considera que “esta greve dos enfermeiros não tem nada que ver com as reivindicações da classe, é uma greve conta o serviço nacional de saúde e apenas para favorecer os grupos privados”. O deputado diz “os enfermeiros têm toda a razão nas suas exigências, a ação de luta não tem nada que ver com essas reivindicações”.   

Relativamente ás declarações de Jerónimo de Sousa sobre uma possível coligação com o PS, João Oliveira diz que “nunca foi por nós que não se encontraram soluções, o PS é que sempre se colocou numa posição de resistência. Agora foi possível porque o PS precisava”. João Oliveira diz que “o reforço do PCP foi decisivo para esta situação”.

João Oliveira finalizou a sua rúbrica abordando a regulamentação das carreiras dos trabalhadores das pedreiras, dizendo que “nada está definido e continuamos a fazer pressão para chegar a uma solução”. Quando questionado pela Campanário sobre se o processo chegará a bom fim, João Oliveira diz que “as pessoas estiveram 40 anos a levar negas, agora que se abriu uma possibilidade não podem desistir”.

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