Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 13 Dez. 2019

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 13 de dezembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os aumentos de 2 euros no salário da função pública, a equiparação do setor público ao setor privado e ainda a perda de 1800 clínicos no SNS.

José Gusmão afirma que “isso nem deve ser considerado um aumento, é uma mera atualização do salário para não perder valor, tendo em conta a inflação”.

O eurodeputado considera que “a posição do ministro das finanças tem uma grande hipocrisia”, explicando depois que  “o principio de que os funcionários públicos têm os seus salários atualizados e discute-se se existe ou não um aumento real, isto até poderia fazer sentido se ocorresse todos os anos, não é só quando a inflação do ano anterior foi baixa e convém ao governo basear-se nisso”.

José Gusmão afirma que “do nosso ponto de vista devia existir uma recuperação parcial e faseada dos rendimentos dos funcionários públicos”.

Questionado pela RC sobre quando é que o patrão estado se deve aproximar do patrão privado, José Gusmão refere que “a grande questão neste debate das regras para o público e para o privado é saber como é que se faz a aproximação entre os setores público e privado”.

Na opinião o eurodeputado “não faz sentido existir um horário de 35h no público e de 40h no privado”, acrescentando que “existem estudos que indicam que a redução do horário de trabalho tem efeitos positivos na produção dos funcionários”.

José Gusmão lembra que “a proposta de lei do BE das 35h é uma lei geral do trabalho, não faz diferenças entre o público e o privado”.

Os precários são outro dos problemas apontados, referindo que “a proposta de integração de precários do estado que apresentamos na legislatura anterior, foi baseada numa outra proposta do tempo de António Guterres, portanto estes problemas arrastam-se faz vários anos”.

José Gusmão considera que “a precarização da função pública não é benéfica para os trabalhadores e muito menos os serviços públicos”, acrescentando que “os trabalhadores do privado precisam de melhores salários e de uma redução do horário de trabalho e segurança no trabalho”.

Relativamente ás noticias que apontam que o SNS pode perder 1800 clínicos em dois anos, José Gusmão refere que “desde que começou a gerigonça que tem existido uma política de contratação líquida de profissionais para o SNS, mas convém lembrar que essa política se seguiu a uma política de redução de efetivos”.

O eurodeputado afirma que “já ultrapassamos o número de profissionais que o SNS teve durante a TROIKA”, acrescentando que “os problemas do SNS não se prendem apenas com o número de profissionais”, reconhecendo que “temos de ter mais profissionais comprometidos com SNS”.

 

  

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