"Uma empresa que acumula prejuízos, vive com o dinheiro dos contribuintes, mas distribui prémios pelos administradores é um escândalo" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 06 junho, 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 6 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário o pedido de acesso por parte do CDS aos processos do BPN, o acordo entre o PCP e o governo sobre a nova lei de bases da habitação, os prémios monetários atribuídos pela TAP aos seus administradores e ainda a centena de viaturas novas da GNR que se encontram paradas no quartel de Queluz.

Relativamente ao caso dos processos do BPN, Nuno Melo considera que “os contribuintes já suportaram valores superiores a 20 000 milhões de euros na recapitalização de bancos que tiveram dificuldades”, logo “o mínimo que se exige é transparência e conhecimento de tudo o que tenha que ver com esses bancos”.

O eurodeputado considera que “os contribuintes pagam o buraco, mas o buraco será tanto menor quanto os créditos possam ser recuperados”. Nuno Melo afirma que “estranhamente continuamos a assistir a casos semelhantes”, considerando que tal “não deveria acontecer num país civilizado”.

No que respeita ao acordo entre o PCP e o governo visando viabilizar a nova lei de bases da habitação, Nuno Melo considera que “a esquerda quer aquela ideia de que o estado tudo providencia, o estado tudo dá”, no entanto o eurodeputado lembra que “o estado são os contribuintes (…) aquilo que o estado paga ou dá é com o dinheiro dos contribuintes, com os impostos de quem trabalha”.

Convidado pela RC a comentar os prémios atribuídos pela TAP aos seus funcionários, Nuno Melo considera que “é um escândalo, acho simplesmente miserável”. O eurodeputado justifica as suas declarações dizendo que “a TAP é uma empresa que continua a acumular prejuízos, vive com o dinheiro dos contribuintes, mas depois distribui dinheiro por administradores”. Nuno Melo acrescenta ainda que “isto diz muitos dos nossos tempos, vivemos num país onde os casos de corrupção se sucedem, no entanto continuam a ser eleitos e a obterem maiorias”.

O eurodeputado finalizou a sua rubrica aos nossos microfones abordando a centena de viaturas novas da GNR que se encontram paradas no quartel de Queluz sem serem entregues aos comandos territoriais. Nuno Melo considera que ás viaturas novas “temos de somar as outras que tem problemas”. O eurodeputado afirma a “evidência de que as nossas forças de segurança tem problemas”, acrescentando que “a falta de automóveis é um problema conhecido e muito grave”. Nuno Melo considera que “o estado tem de dar uma boa explicação sobre estas situações, pois em caso de emergência é a segurança das pessoas que está a ser colocada em causa”.

                

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