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Portalegre fez história. Foi o primeiro politécnico a atribuir um Doutoramento Honoris Causa em Portugal

“É com enorme orgulho e a mais profunda humildade que digo muito obrigado”. Foi desta forma que António Cachola agradeceu a distinção que acabava de lhe ser outorgada pelo Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), depois de vincar o apoio da família e da família Nabeiro, que marcou presença, além dos artistas que o têm acompanhado ao longo dos anos.

António Cachola foi distinguido pelo trabalho realizado em prol da cultura e da arte contemporânea, a par do desenvolvimento da sua atividade profissional.

O presidente do IPP, Luís Loures, associou esta distinção a uma “celebração entre a arte e a inovação”, destacando que ao conceder o Doutoramento Honoris Causa a António Cachola, o politécnico escreve mais do que história. “Reforça a importância de construir pontes entre o conhecimento, a cultura e a sociedade”.

Já o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, destacou o passo em frente proporcionado pela possibilidade dos politécnicos passarem a poder conferir doutoramentos, admitindo que Portalegre fez história e este dado vai ter impacto no ensino e nos respetivos territórios.

A cerimónia de outorga das insígnias de Doutor Honoris Causa contou ainda com a presença de Paulo Moita de Macedo (CEO da Caixa Geral de Depósitos) é o patrono do agraciado, e Albano Silva (professor emérito do IPP), o elogiador.

Quem é António Cachola?

António Manuel Raleira Cachola nasceu em Elvas, em 1954. Após terminar a licenciatura em Economia no ISEG, Universidade Técnica de Lisboa (1979), iniciou uma carreira ligada à gestão, com funções de direção executiva nas áreas administrativa e financeira. Em fevereiro de 1981, integrou a empresa DELTA-Cafés, na qual permaneceu como diretor financeiro até 2020 e onde, apesar da responsabilidade na direção financeira da empresa, abordava todas as áreas funcionais com o empresário Rui Nabeiro, de quem foi o adjunto próximo e de confiança.

A par da sua carreira profissional como gestor financeiro, António Cachola sempre revelou uma enorme sensibilidade e gosto pela arte moderna e contemporânea iniciando, em 1990, uma intensa atividade cultural enquanto colecionador de arte contemporânea. A primeira exposição de obras da sua coleção (1999, MEIAC, Badajoz) teve um grande impacto público que foi determinante para validar a ideia de criação de um museu de arte contemporânea em Elvas, para receber e expor as peças da sua coleção. O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) abre as suas portas ao público em 2007.

António Cachola tem assumido diversos cargos em instituições da área cultural, nomeadamente, como membro do Conselho de Curadores da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., membro da Comissão de Aquisições de Obras de Arte para a Coleção da CGD, membro do Conselho de Patronos da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, entre outros. Paralelamente, tem sido agraciado com vários prémios e homenagens, de entre os quais se podem destacar o Prémio “A” ao Colecionismo Privado da Fundação ARCOmadrid, no ano de 2016, e a homenagem e condecoração com a Comenda da Ordem do Mérito Civil, concedida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia oficial das comemorações do Dia de Portugal de 2013, como reconhecimento do seu trabalho, no país, em prol da cultura, em geral, e das artes visuais, em particular.

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