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Preço do cabaz alimentar atinge novo máximo e agrava pressão sobre famílias

O preço do cabaz alimentar voltou a subir e atingiu um novo recorde, 254,99 euros, refletindo o impacto contínuo da inflação, especialmente nos custos da energia. De acordo com a análise semanal da Deco, o conjunto de 63 produtos essenciais aumentou 60 cêntimos face à semana anterior, assinalando a quarta semana consecutiva de subidas.

Comparando com o início do ano, os consumidores pagam agora mais 13,17 euros pelo mesmo cabaz, o que representa um aumento de 5,45%. Em termos homólogos, a subida é ainda mais expressiva: há um ano, era possível adquirir os mesmos produtos por menos 16,49 euros, ou seja, menos 6,92%.

A evolução dos preços torna-se ainda mais evidente quando comparada com o início de 2022, altura em que a Deco começou a monitorizar estes dados. Desde então, o custo do cabaz disparou 67,29 euros, o equivalente a um aumento de 35,85%.

Entre os produtos que mais encareceram na última semana, destacam-se o carapau, que subiu 29% para 5,81 euros, o tomate chucha, com um aumento de 24% para 3,60 euros, e a couve-flor, que registou uma subida de 17%, atingindo os 3,12 euros.

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, os maiores aumentos percentuais verificam-se na couve-coração, que encareceu 57% para 2,08 euros, na curgete, com uma subida de 54% para 2,70 euros, e no robalo, cujo preço aumentou 38%, situando-se agora nos 10,24 euros por quilo.

Desde janeiro de 2022, os aumentos acumulados são ainda mais significativos. A carne de novilho para cozer lidera a lista, com um aumento de 124%, atingindo os 13,04 euros por quilo. Seguem-se a couve-coração, com uma subida de 109%, e os ovos, cujo preço aumentou 84%, fixando-se nos 2,10 euros.

Este novo máximo no preço do cabaz alimentar reforça as preocupações com o custo de vida e o impacto direto no orçamento das famílias, numa altura em que a inflação continua a pressionar os bens essenciais.

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