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“Preservar a Festa da Boa Nova, marco do concelho, é valorizar a nossa identidade” – Presidente de Alandroal

No concelho de Alandroal, a encantadora vila de Terena é este fim de semana palco, de uma celebração carregada de emoção e devoção. A veneração a Nossa Senhora da Boa Nova, realizada anualmente no primeiro fim de semana após a Páscoa, destaca-se como um momento de profunda fé e continuidade cultural, com séculos de tradição.

Durante o evento, a Rádio Campanário conversou com o João Grilo, presidente da câmara de Alandroal, sobre a importância desta festividade. O Autarca destaca que o executivo “tem feito um esforço muito grande para preservar este património cultural por se tratar da identidade local e sobretudo pela sua importância junto das pessoas”.

Realçou que o Santuário da Boa Nova é “o Santuário mariano mais antigo a sul do tejo, com uma história riquíssima, do século XIII/XIV bem patente na sua estrutura amuralhada” recordando que já foi feita uma primeira intervenção de restauro e está a ser ultimado o processo de restauro do interior do Santuário., existindo ainda a intenção de restaurar a envolvente ao espaço.

Realçou a colaboração estreita com a Arquidiocese de Évora, com a Junta de Freguesia e com a Confraria , a quem reconhece o trabalho em prol da preservação desta tradição e de manter viva esta festa.

A este propósito sublinhou “a Câmara Municipal tem conseguido encontrar formas para realizar este trabalho em conjunto” evidenciando que nos últimos anos “a Autarquia tem feito um esforço de dar mais dignidade à festa com um investimento substancial, através da realização de espetáculos e animação no recinto da festa, suportando, com todo o gosto, a maior parte das despesas associadas à festa.”

Congratula-se pelo facto da Câmara o poder fazer porque “este é um dos grandes momentos e marcos do concelho.”

Realizada sempre no fim de semana seguinte à Páscoa, a romaria está profundamente enraizada na população e constitui um dos mais fortes traços da cultura e da etnografia do Alentejo. Mais do que uma celebração religiosa, trata-se de um verdadeiro rito comunitário que envolve instituições locais, associações e a população, demonstrando a vitalidade de uma tradição transmitida de geração em geração.

Mais do que um evento, as Festas dos Prazeres continuam a ser um símbolo vivo da alma alentejana, onde fé, cultura e tradição se entrelaçam, mantendo viva a memória coletiva e fortalecendo os laços entre gerações.

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