O novo Comando Regional e Sub-Regional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apresentou-se esta quarta-feira na Câmara Municipal de Vila Viçosa, numa sessão institucional marcada pela apresentação da nova estrutura e pela análise dos principais desafios da época de incêndios.
A comitiva foi recebida pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, e pela vereadora Liliana Galhofas.
Na sessão estiveram presentes Rui Conchinha, novo Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, 2.º Comandante Regional, Fábio Pontes, Comandante Sub-Regional do Alentejo Central, e Jorge Pereira, 2.º Comandante Sub-Regional do Alentejo Central. Marcaram igualmente presença o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, Nuno Pinheiro, e o coordenador municipal de Proteção Civil, Nuno Gonçalves.
À margem da apresentação, Rui Conchinha abordou os desafios da atual fase da época de incêndios, numa altura em que Portugal se encontra em fase Delta, o nível mais elevado de prontidão do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.
“Os desafios são os de sempre, embora por vezes surjam surpresas de fenómenos extremos”, afirmou o comandante, garantindo que “todo o dispositivo está no seu auge de prontidão” para responder a qualquer ocorrência.
Apesar de considerar que o período mais crítico já foi ultrapassado, Rui Conchinha alertou para a possibilidade de novas situações de risco nas próximas semanas. “Já tivemos um período mais crítico, onde o número de ocorrências aumentou. De acordo com os modelos de previsão existentes, existe a probabilidade de voltarmos a ter alguns períodos de condições mais atípicas, destacando sobretudo a questão das trovoadas secas”, explicou.
O responsável destacou ainda a importância da evolução científica na antecipação destes fenómenos, sublinhando que “felizmente a ciência hoje permite-nos ter informação bastante fidedigna e estamos muito atentos”.
Relativamente às medidas de prevenção, nomeadamente às ações de limpeza de terrenos promovidas pelo Governo, Rui Conchinha considerou positiva a aposta na sensibilização e na prevenção, embora reconheça que ainda existe margem para melhorar a gestão do território.
“Tem sido interessante a avaliação que a tutela tem feito no que diz respeito à necessidade da prevenção e sensibilização para a problemática dos incêndios. Nunca conseguimos fazer a prevenção e gerir o nosso território da forma como gostaríamos, no seu todo, mas aproveitamos todas as oportunidades”, afirmou.
Quanto ao balanço da atual época de incêndios, o novo Comandante Regional referiu que, apesar de os números variarem diariamente, o cenário mantém-se dentro da normalidade. “Os números alteram praticamente de dia para dia, mas até à data estamos a ter um ano perfeitamente normal no que diz respeito ao número de ocorrências versus área ardida”, concluiu.


































