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Quando a memória abraça a vida: A Rádio de mãos dadas com o coração na Misericórdia de Estremoz!

Há manhãs que passam e há manhãs que ficam para sempre na memória. A passada sexta-feira foi uma delas. A iniciativa “A Rádio de Mãos Dadas” ganhou uma dimensão especial com a emissão em direto do programa “Manhãs da Ana”, da Rádio Campanário, a partir da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Estremoz.

O que começou como uma emissão de rádio transformou-se rapidamente num verdadeiro encontro de afetos, onde as histórias de vida, a dedicação ao próximo e a força dos laços humanos ocuparam o centro das atenções.

José Domingos Ramalho, administrador da Rádio Campanário, enquadrou a iniciativa no espírito das celebrações dos 40 anos da estação emissora, que serão assinalados em 2026, reforçando a importância de aproximar a rádio das pessoas e das instituições que fazem a diferença nas comunidades.

Também presente na emissão, a vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, destacou a relevância do setor social para o concelho, sublinhando a atenção que o executivo municipal dedica às necessidades da população, em particular dos grupos mais vulneráveis.

Numa reflexão sobre a realidade local, a autarca deixou uma mensagem clara de proximidade e compromisso, destacando a importância de cuidar das gerações mais jovens, mas também daqueles que, após uma vida inteira de trabalho e dedicação, merecem envelhecer com dignidade e qualidade de vida.

Por sua vez, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Estremoz, Miguel Raimundo, destacou o empenho contínuo da instituição na promoção do bem-estar dos seus utentes, enaltecendo o profissionalismo e a dedicação de toda a equipa. Já a diretora da instituição, Mariana Raimundo, fez igualmente questão de valorizar o trabalho diário dos colaboradores.

Vários funcionários – Marta Félix, Margarida, Emília e Violante – partilharam experiências que revelaram a dimensão humana do trabalho desenvolvido na instituição. Histórias feitas de pequenos gestos, atenção permanente e uma enorme capacidade de empatia

Mas foi no final da manhã que a emoção atingiu o seu ponto mais alto.

Três utentes da Santa CasaMaria Helena, Maria Inês e Elvira– deram voz às suas histórias de vida. Com palavras simples, mas carregadas de significado, recordaram percursos marcados por desafios, conquistas, alegrias e saudades. Os seus testemunhos tocaram todos os presentes, lembrando que o passar dos anos não diminui a capacidade de sonhar, de sentir ou de emocionar.

Mais do que uma emissão radiofónica, o que se viveu naquela manhã foi uma celebração da dignidade humana, da solidariedade e da força das comunidades. Um momento que demonstrou que, quando diferentes instituições se unem em torno das pessoas, é possível criar memórias que perduram no tempo.

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