Se há um inseto que a maioria das pessoas odeia por causa da sensação de sujidade e mal-estar que transmite, é a barata. Para algumas pessoas, basta ver uma que ficam em pânico. Como se a barata europeia, aquela que vemos regularmente pelas ruas e até casas, não bastasse, agora chegou outra espécie ainda maior e mais invasiva: a barata americana.
É a maior espécie de barata, voa e, depois de te r sido detetada em Espanha, chegou agora a Portugal, segundo avança um estudo espanhol, que dá conta da proliferação do iseto, sobretudo, a sul da Península Ibérica.
De acordo com um estudo recente de pesquisadores da empresa de controle de pragas Anticimex, em Espanha, esta barata veio para ficar: “Tornou-se uma das principais pragas domésticas e está a expandir-se”.
Os dados da pesquisa, publicados pela Associação Espanhola de Entomologia, mostram o surgimento e o desenvolvimento da barata-americana em Espanha desde o século XVII. Nos registos de serviços de controle de pragas realizados entre 2020 e 2023, foram registados até 623.073 certificados de serviços de desinfestação de baratas.
Isso não é surpreendente, pois os resultados mostram que a barata-americana está atualmente presente em 44 das 50 províncias da Espanha. Por município, os trabalhos de desinfestação foram detectados em 1.022 cidades em todo o país, representando 12,6% do total.
Onde está a barata-americana presente?
Esta espécie de barata tem uma presença maior, até o momento, na costa sul, na península oriental e nos arquipélagos das Canárias e Baleares, como demonstra a análise. Províncias como Sevilha, Córdoba, Cádiz e a região de Múrcia apresentam grandes números deste inseto.
É, sem dúvida, a maior espécie de barata de todas, podendo atingir cinco centímetros de comprimento. A maioria tem uma coloração castanha avermelhada e pode ter dois pares de asas em adulta. Os machos chegam a ter asas maiores que o corpo.
A investigação apurou que preferem lugares húmidos e quentes para viver, bem como esgotos. Por isso, são encontradas em maior número nas regiões do sul e no litoral. Podem viver até 14 a 15 meses e são capazes de se reproduzir em massa, em alguns casos, com 14 a 16 ovos cada. O tempo necessário para completar todo o seu ciclo de vida é muito influenciado pela temperatura, mas varia de 6 a 24 meses.

