A tomada de posse dos novos presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) decorreu esta sexta-feira, 27 de fevereiro, numa cerimónia que reuniu o Governo e os responsáveis eleitos para as cinco CCDR do país. No Alentejo, Ricardo Pinheiro assumiu formalmente a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, numa sessão que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e de vários ministros do Executivo.
A cerimónia marcou o arranque de um novo ciclo para as CCDR, agora enquadradas por um modelo de governação renovado ao abrigo da nova lei orgânica. Para além do presidente da CCDR Alentejo, estiveram presentes os cinco líderes recentemente eleitos para as estruturas regionais, num momento que o novo responsável classificou como simbólico e estratégico para o território.
“É com satisfação que o Alentejo acolhe os presidentes da CCDR à escala nacional, é importante o Governo dar este sinal de proximidade em relação aos territórios”, afirmou, acrescentando que “após a tomada de posse houve um conselho de concertação territorial onde foram abordadas algumas das questões mais preocupantes no país”.
O novo presidente sublinhou que esta etapa representa “um momento de responsabilidade, planificação, bem como de demonstração da forma como este novo modelo de governação da lei orgânica em que as CCDR se vão agir e posicionar, onde vamos ter cinco vice-presidentes novos em articulação com cada uma das tutelas, mas também com o presidente da CCDR”. “É um momento de responsabilidade, e esperemos que consigamos estar à altura dos homens e mulheres do Alentejo”, destacou.
Entre as prioridades imediatas, Ricardo Pinheiro destacou a execução dos fundos comunitários, e reiterou que “o principal objetivo é garantir que a execução dos fundos comunitários consegue cumprir a regra do “N+3” e que o Alentejo não perca fundos comunitários em relação ao pacote que está previsto executar até 2026”, frisou.
No plano estratégico regional, o responsável apontou como meta central o avanço do Plano Regional de Ordenamento do Território. “É fundamental que esteja concluído, porque os investidores internacionais olham para o Alentejo com grande expetativa e é estruturante que as empresas consigam olhar para o Alentejo e se perceba que são capazes de ter os seus projetos prontos num espaço entre 8 a 14 meses”, afirmou.
A descentralização foi outro dos eixos destacados, com particular enfoque na área da saúde, destacando que “é estruturante que se consiga aproximar os cidadãos com o SNS, com a celebração de um contrato de nova geração entre os utentes e o SNS, e desta forma conseguir aumentar aquilo que é as melhorias dos cuidados de saúde primários”, defendeu.
No capítulo das infraestruturas, Ricardo Pinheiro chamou a atenção para o projeto da ligação ferroviária Casa Branca–Beja. Segundo explicou, trata-se de uma obra inicialmente avaliada em cerca de 81 milhões de euros, mas atualmente estimada em mais de 350 milhões.
“O projeto da linha Casa Branca–Beja é um dos problemas que o Alentejo tem, porque era um projeto que estava valorizado em aproximadamente 81 milhões de euros e agora está estimada em mais de 350 milhões de euros”, referiu, salientando que “é necessário continuar a fazer esta dimensão de projeto que foi terminada há relativamente pouco tempo, e depois fazer um trabalho enorme e não esquecer a importância da ferrovia naquilo que é as ambições nacionais à escala europeia, e continuar a fazer um trabalho no sentido de garantir o financiamento de uma obra estruturante para o Alentejo”.
A cerimónia desta sexta-feira assinala, assim, o início de um novo ciclo institucional para as CCDR, com o Governo a procurar reforçar a articulação com os territórios e os novos responsáveis regionais a assumirem compromissos centrados na execução de fundos, planeamento estratégico e reforço das infraestruturas e serviços públicos.
A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:
































































