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Ricardo Videira aponta reformas e baixas como desafios para a saúde em Vendas Novas

O Município de Vendas Novas quer reforçar a resposta dos cuidados de saúde no concelho e considera urgente aumentar o número de médicos de família disponíveis para acompanhar uma população que tem vindo a crescer.

A questão esteve em destaque numa reunião de trabalho realizada a 20 de agosto, que juntou o Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Ricardo Videira, o Vice-Presidente, Luís Laranjo Matias, e a Vereadora com o pelouro da Saúde, Sofia Batista, ao Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), Carlos Mateus Gomes. O encontro contou ainda com a presença da enfermeira gestora, Natália Pereira.

Entre as principais preocupações apresentadas pela autarquia está a necessidade de reforçar o número de médicos de família no concelho. A situação ganha particular relevância perante a conjugação de vários fatores, nomeadamente o crescimento populacional, as atuais baixas médicas e a aproximação da reforma de vários profissionais que asseguram atualmente cuidados de saúde à população.

Em declarações à Rádio Campanário, Ricardo Videira reconheceu que “Vendas Novas tem alguns desafios importantes na área dos profissionais de saúde”, destacando sobretudo a situação de vários médicos que prestam serviço no concelho e que se encontram próximos da aposentação.

“As baixas médicas são também uma preocupação para o Autarca”, refere o Município, sendo que, segundo Ricardo Videira, existe por parte da ULSAC “a disponibilidade manifestada pela ULSAC para fazer parte da solução”.

O crescimento demográfico de Vendas Novas é outro dos fatores que, segundo o presidente da Câmara, está a aumentar a pressão sobre os serviços de saúde locais. Ricardo Videira destaca “o crescimento da população e que coloca o concelho como o terceiro concelho mais populoso do distrito”, considerando que esta evolução “está a trazer muitos desafios”.

Para o Município, o reforço dos recursos humanos é fundamental para assegurar uma resposta adequada às necessidades da população, garantindo um acesso mais próximo e atempado aos cuidados de saúde primários. Durante a reunião foi também abordada a possibilidade de criar medidas destinadas a atrair e fixar profissionais de saúde no concelho.

Questionado sobre a existência de um regulamento municipal de apoio à fixação de profissionais, Ricardo Videira esclareceu que, atualmente, Vendas Novas não dispõe de uma medida específica nesse âmbito. Ainda assim, o autarca “não fecha a porta a essa possibilidade”, deixando em aberto a criação de futuros mecanismos de apoio caso sejam considerados necessários para reforçar a capacidade de resposta local.

A visita de trabalho permitiu ainda abordar outras questões relacionadas com o funcionamento dos serviços de saúde no concelho. Nesse âmbito, a autarquia informou que o Centro de Saúde de Vendas Novas voltará a contar, a partir de outubro, com serviço de segurança durante 24 horas por dia. A medida pretende reforçar as condições de proteção e segurança de utentes e profissionais, assegurando uma presença permanente no espaço.

A reunião entre o Município e a ULSAC serviu, assim, para identificar os principais desafios da saúde em Vendas Novas e procurar respostas para uma realidade marcada pelo crescimento da população e pela necessidade de garantir a continuidade e qualidade dos cuidados prestados à comunidade.

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