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Rui Dinis mantém consultas e decisões clínicas na Oncologia de Portalegre. Reivindicações dos utentes atendidas


As principais reivindicações dos utentes do Serviço de Oncologia de Portalegre foram asseguradas numa reunião entre o movimento de doentes e familiares e o Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, na presença da Presidente da Câmara Municipal, Fermelinda Carvalho. O médico Oncologista Rui Dinis mantém os dias de consulta e continuará a participar nas decisões terapêuticas.

O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo garantiu a continuidade do médico Rui Dinis no acompanhamento dos doentes oncológicos em Portalegre, incluindo a manutenção dos dias de consulta e da sua participação nas decisões relativas aos tratamentos.

A garantia foi dada esta quinta-feira, 1 de outubro, durante uma reunião realizada na Câmara Municipal de Portalegre, que juntou representantes da ULS e o movimento de utentes e familiares que, nas últimas semanas, tinha manifestado preocupação relativamente a alterações no funcionamento do Serviço de Oncologia.

Segundo Ana Lopes, porta-voz do movimento, os principais objetivos que levaram os utentes a contestar as alterações foram alcançados.

Em declarações à Rádio Campanário, Ana Lopes revelou que ficou assegurado que “o médico Rui Dinis, que presta serviço na unidade de saúde há vários anos, continuará a definir os dias de consulta necessários para acompanhar os seus doentes”.

A continuidade do médico estende-se também à participação nas decisões terapêuticas. De acordo com a representante dos utentes, foi “garantida a continuidade do clínico nas comissões de decisão terapêutica, mantendo a responsabilidade pela indicação dos tratamentos”.

A reunião prolongou-se por cerca de três horas e aconteceu depois de o movimento ter apresentado uma exposição às assembleias municipais do distrito, designadamente às de Portalegre e Gavião, bem como a várias entidades regionais. No final do encontro, Ana Lopes fez um balanço positivo do entendimento alcançado, sublinhando também o ambiente em que decorreram as conversações.

Com as principais reivindicações asseguradas, o movimento espera agora que o Serviço de Oncologia possa retomar a normalidade e manter os níveis de qualidade que, segundo os utentes e familiares, têm caracterizado a resposta prestada aos doentes. Ana Lopes destacou precisamente a importância de preservar essa qualidade, referindo a “excelência” do serviço, uma expressão que, segundo a porta-voz, foi várias vezes utilizada durante a reunião, tanto por doentes como por familiares.

O objetivo passa agora por garantir a estabilidade do acompanhamento clínico e a continuidade de uma resposta considerada fundamental para os doentes oncológicos da região, particularmente num contexto em que a relação de proximidade entre os profissionais de saúde e os utentes assume especial importância.

Ao longo dos anos, o trabalho de Rui Dinis tem deixado uma marca profunda junto dos doentes oncológicos de Portalegre e das suas famílias . Mais do que o acompanhamento clínico, os utentes reconhecem no oncologista uma presença de proximidade, confiança e segurança num dos períodos mais difíceis das suas vidas. A continuidade do médico é, por isso, encarada como uma garantia de estabilidade para quem enfrenta a doença, mas também como o reconhecimento de um percurso profissional que, ao longo dos anos, tem feito a diferença na vida de muitas pessoas.

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