O acompanhamento arqueológico em torno da obra de Remodelação da Rede de Águas e Águas Pluviais em São Manço resultou na descoberta de “relevantes estruturas arqueológicas de cronologia tardo-romana”, revela a Câmara de Évora. Ou seja, estamos falar do período entre os séculos IV e VI d.C.
Essas estruturas estão associadas, segundo interpretou a equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Évora, “a um grande edifício público, cuja função ainda permanece desconhecida”.
Explicam os técnicos municipais que já “foi também exumado um vasto conjunto de materiais arqueológicos, com destaque para uma pilastra em mármore, do século I d.C. e que revela uma grande riqueza arquitetónica”. E do que se trata a pilastra? É um pilar de quatro faces fixo ou aderente à parede por uma delas.

Um descoberta “de grande importância, constituindo um contributo fundamental para a compreensão de um local que deverá ser dos maiores núcleos de arqueologia romana do Concelho de Évora, fora do Centro Histórico”.
A autarquia anunciou que na sequência da reunião mantida no local tenciona continuar com os trabalhos arqueológicos consubstanciados na abertura de uma sondagem na Rua Francisco Manuel Murteira, no alinhamento das estruturas já anteriormente encontradas, de forma a compatibilizar os achados com os necessários trabalhos de remodelação da rede de abastecimento de água, em curso.

Uma decisão que leva em conta a alegada “importância histórica, patrimonial e cultural do local, pretende, por um lado, evitar a destruição dos vestígios não afetados por intervenções anteriores, que eventualmente ainda se mantenham no subsolo e, por outro, permitir o bom andamento da obra.”

