É o que está determinado pela lei de financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. Isto é, cada partido recebe uma quantia equivalente à fração 1/135 do valor do IAS [Indexante de Apoios Sociais], por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República. É aplicado um desconto de 10% aprovado em 2017. Como o valor do IAS é atualmente 522,5 euros, cada voto vale cerca de 3,48 euros a cada partido. Desde que tenha mais de 50 mil votos ou um deputado eleito.
Contas feitas, o PS sai destas eleições com o maior prejuízo na tesouraria partidária, recebendo menos de 5 milhões de euros de subvenção pública anual, ao mesmo tempo que o Chega é quem mais cresce. Vai recolher mais de 4,6 milhões de euros anualmente durante a próxima legislatura.
Ou seja, como o PS perdeu mais de 365 mil votos em território nacional, nas eleições legislativa deste domingo, sofreu um prejuízo de cerca de 1,1 milhões de euros de financiamento partidário do Estado,
Em sentido contrário, há seis forças partidárias que conseguiram aumentar a subvenção anual: PSD e o CDS, Chega, Iniciativa Liberal, Livre e o Juntos Pelo Povo (JPP).
O PSD recebe 6,5 milhões pelos votos obtidos este domingo e os deputados valem ao grupo parlamentar 2,4 milhões anuais. Já o PS, que vê a subvenção anual cair para 4,8 milhões de euros, recebe 1,6 milhões para financiar o grupo parlamentar — tal como o Chega, enquanto o número de deputados for exatamente o mesmo (faltam contar os votos da emigração).
Apenas no capítulo da subvenção partidária, o Livre passa a ser o partido à esquerda do PS com mais financiamento, enquanto o PCP e o BE, somados, recebem pouco mais de um milhão de euros — um valor que ambos os partidos já excederam noutras legislaturas.
No total, entre as subvenções partidárias e a cada grupo parlamentar, o financiamento dos partidos pelo Estado vai passar a ser de 26,2 milhões de euros por ano. Esse valor não inclui as subvenções de campanha.

