O mais difícil está feito. A Fortaleza de Juromenha encontra-se requalificada, após ter somado décadas longas de abandono, e pronta para avançar rumo à segunda fase do “plano”. Encontrar investidores que por ali instalem uma unidade hoteleira. Mas o projeto é mais ambicioso. Da vila até ao rio. Ou Alqueva, se o leitor preferir.
“É o culminar de um trabalho longo”, assumia o presidente da Câmara do Alandroal, João Maria Grilo, para quem a possibilidade de “mobilizar vontades e financiamentos” permitiu a um município de pequena dimensão concretizar uma obra de cinco milhões de euros. “Dá-nos confiança para todas as obras de património que temos ainda pela frente”, sublinhou.
Entretanto, a autarquia já trabalha na segunda fase do projeto, que aponta para o interior da Fortaleza, quando estão a ser concluídos os estudos a entregar ao REVIVE – programa destinado à valorização do património – procurando interessados em instalar um hotel no interior da fortificação.
“Acreditamos que é possível. Será de baixa densidade e de alta qualidade”, afirmou o edil, destacando que além da conservação e da porta aberta à visitação do monumento, esta “aposta” tem no horizonte a criação de uma nova dinâmica económica, que habilite outros investimentos.
Recorde-se que a Câmara do Alandroal tem em carteira mais projetos para Juromenha. Para breve está o lançamento do concurso do centro náutico, além de projetos para um loteamento. A autarquia vai ainda abrir outro local de acolhimento ao visitante no antigo espaço da Guarda Fiscal.
E mais: “temos projetos para reabilitar e revitalizar o centro da vila de Juromenha e melhorar as acessibilidades à Fortaleza.
Resume João Maria Grilo que vale a pena pensar “numa Juromenha com futuro”, até porque, por exemplo, a procura imobiliária prossegue, ao ponto de já haver pouca oferta no mercado.
A jornada na Fortaleza de Juromenha ficou ainda marcada pela apresentação da chegada da tecnologia 5G ao concelho, acelerando o desenvolvimento digital




















