O Secretariado Regional de Évora da União das Misericórdias Portuguesas reuniu esta sexta-feira, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Vimieiro. Presidido por Manuel Caldas de Almeida, o órgão que representa e coordena as Santas Casas da Misericórdia no distrito de Évora abordou os vários pontos agendados na ordem de trabalhos, entre eles os recursos humanos afetos a este setor.
Aurelino Ramalho, Provedor da Misericórdia de Vimieiro, foi o anfitrião do momento e em entrevista à nossa estação destacou a importância destas reuniões assim como a sua descentralização. Destaca que estes momentos permitem “às Misericórdias partilharem as suas dificuldades e trabalharem em conjunto na busca de soluções.”
No que diz respeito aos recursos humanos, um dos problemas com que se deparam, o Provedor da Misericórdia diz que “esta é a ferida número um das Instituições e não só, do país em si” defendendo que “seja quem for o Governo a partir de 18 de maio tem que entender que estas pessoas nos fazem falta”. Explica que no caso da Misericórdia de Vimieiro, dos cerca de 30 a 40 funcionários afetos à ERPI, doze são imigrantes.
Em seu entender, “deveria ser dada uma atenção especial aos Palop e fazendo com estas comunidades, que já foram portuguesas e que falam a nossa língua, aproveitando o que já sabem e dando formação para depois os trazer para Portugal.”
Aurelino Ramalho avança mesmo que o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas pondera assinar um protocolo com a cônsul de Timor , mas esta solução, para avançar, necessita do apoio do Governo português.

