Maria Filomena Malato, organizadora das marchas de Bencatel, partilhou com entusiasmo a história e a evolução deste evento que tem mobilizado a comunidade há sete anos. As marchas, que começaram como uma brincadeira entre amigas, tornaram-se uma tradição acarinhada por todos.
“Não só eu, mas um grupo de mulheres formámos esta marcha por uma brincadeira, e já lá vão sete anos,” contou Maria Filomena, ao recordar os primeiros passos do grupo. “Perguntei à Maria José quantos anos temos de marcha, e ela confirmou, são sete anos. Sete anos de dedicação e alegria.”
A adesão da população de Bencatel tem sido constante e calorosa. “Sim, sim, as pessoas de Bencatel têm aderido muito bem à marcha,” afirmou Maria Filomena. “Também fazemos eventos ao longo do ano, e embora o grupo seja quase sempre o mesmo, com poucas mudanças, sempre que uma sai, entra outra. Mantemos a nossa união e espírito.”
Atualmente, o grupo é composto por 22 elementos: “Somos 10 pares e mais dois que levam o standard. A nossa ensaiadora está sempre connosco, somos 22 no total,” explicou. Este ano, devido a ajustes na agenda, a marcha ocorreu mais cedo. “Tivemos de antecipar, porque já tínhamos compromissos marcados e tivemos de adiar por causa de um sarau. Ainda não começaram os Santos Populares, mas tivemos de fazer agora,” disse Maria Filomena, sorrindo.
A agenda das marchas está preenchida até ao final do mês, com várias apresentações em outras localidades. “Já temos quase 10 convites, de locais como Estremoz, Sousel, Terena, Vila Viçosa. Vai ser um verão a dançar,” afirmou com entusiasmo. “É sempre assim, até agosto, sempre a dançar.”
Os trajes das marchas são um esforço conjunto das participantes. “Nós próprias fazemos os nossos fatos. Quem não pode, manda fazer às costureiras. Eu, por exemplo, faço o meu todos os anos, mas sempre todas iguais,” partilhou. Este ano, o grupo formalizou-se como associação: “Formámos a Associação este ano. Agora já somos oficialmente a Associação Marchantes de Bencatel,” revelou com orgulho.
A formalização trouxe novos apoios: “Agora podemos receber outros apoios. Temos o apoio da Junta, da Câmara e outros apoios diferentes,” explicou Maria Filomena. Nos anos anteriores, foram outras associações que ajudaram a termos alguns apoios.
Sobre a composição do grupo, Maria Filomena confirmou que é exclusivamente feminino por opção: “As marchas são só senhoras. Não há senhores, porque eles não querem participar, por opção, fizemos só de senhoras,” esclareceu, reforçando a união e determinação das 22 dançarinas que, ano após ano, mantêm viva esta tradição.
“Estamos cá para marchar. Sempre em frente, sempre a marchar,” concluiu Maria Filomena Malato, com um sorriso e o espírito determinado que caracteriza o grupo.
Reportagem Augusta Serrano




















































































































