O fado representa a alma de um povo e a essência mais profunda da identidade portuguesa. Ao longo dos anos, este género musical, que atravessa gerações e emociona dentro e fora do país, tem sido mantido vivo não apenas pelos grandes nomes, mas também pelos fadistas amadores, verdadeiros guardiões da tradição.
Classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o fado continua a sentir-se nas casas típicas, nas coletividades e nas vozes de quem canta por paixão. São estes intérpretes que, de forma genuína e persistente, ajudaram a construir o sucesso de um estilo musical que conquistou Portugal e encanta além-fronteiras.
Entre esses nomes está Silvino Sardo, fadista amador natural de Vila Boim, que encontrou em Estremoz a sua segunda casa. Com mais de cinco décadas dedicadas ao fado, Silvino canta com a mesma emoção de sempre, mantendo viva a saudade, a memória e a tradição.
Detentor de uma ligação profunda a este género musical, Silvino Sardo garante que continuará a cantar enquanto a voz lhe permitir, provando que o fado não é apenas música, mas um sentimento que se vive e se transmite de geração em geração.
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