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TAP não deve ser debatida na Europa, é uma questão nacional

24.sapo.pt

    João Ferreira, candidato à Presidência da Republica pelo partido Comunista, disse ontem em entrevista à RTP que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a chegar a manter-se deve ser fiscalizado e isso deve ser feito de forma escrupulosa e imediata. “Inqualificável” é a palavra que João Ferreira escolhe para classificar o caso do homicídio no aeroporto de Lisboa.

    O Eurodeputado afirma que “é preciso mudar para que tudo fique na mesma”. Quanto à questão de se manter ou não o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita no cargo, João Ferreira diz que essa decisão cabe ao Primeiro Ministro e que esta deve ser muito ponderada.

    Relativamente à transportadora aérea portuguesa, o candidato comunista refere que a TAP tem um papel muito importante para a riqueza do país, o PIB, e que a situação que a empresa atravessa deve-se à má gestão de contas, nomeadamente a privatização. Despedimentos em grande escala nos serviços aeroportuários até pode ser considerado um ataque na opinião do candidato na medida em que “os trabalhadores são essenciais”. A decisão da restruturação do setor da aviação é uma questão interna e não deve passar por Bruxelas.

    Questionado acerca das próximas eleições presidenciais e relativamente ao facto de haver muitos eleitores de esquerda e nomeadamente Comunistas que irão votar em Marcelo Rebelo de Sousa, João Ferreira desvaloriza, afirmando “estou certo que isso serão casos residuais”. Quanto a Marcelo ter apoiado bastante o atual Governo, o candidato do PCP refere que ainda há alguns meses, o Presidente da República afirmou que o valor do salário mínimo era aceitável e que isso arrasta muitos trabalhadores para uma situação de pobreza.

    João Ferreira disse ainda que se for eleito Presidente da República, dificilmente daria posse a um governo de direita, principalmente apoiado pelo partido Chega. “Não ignoro as forças de extrema direita, mas a projeção que se lhe tem dado é parte do problema”.

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