As fortes chuvadas que caíram na tarde de ontem no Alentejo, de forma repentina, provocaram mais de duas dezenas de ocorrências na cidade de Estremoz. O temporal provocou estragos, nomeadamente a derrocada do muro na Rua dos Fidalgos, junto à estátua da Rainha Santa Isabel, uma zona muito procurada por turistas. A fragilidade deste muro já é conhecida e a Câmara garante que ainda não está resolvida, não por falta de vontade, mas sim pela falta de resposta do mercado para a realização da obra de requalificação. “Estamos focados na solução desta situação e a mesma será resolvida com a maior brevidade possível” garantiu o Autarca.
José Daniel Sadio, Presidente da Câmara de Estremoz, em declarações à Rádio Campanário explicou que “caiu uma forte carga de água, um volume de 44,7mm, em apenas 20 minutos o que provocou várias inundações e danos em estradas.” Destaca ainda que felizmente foram registados apenas “danos materiais” realçando que a normalidade foi reposta no espaço de duas a três horas.
No que diz respeito ao muro em concreto, explicou que a parte que ruiu “não era a que já estava sinalizada e onde já tinham sido detetadas fissuras”. Esclarece que, a propósito deste problema, o atual executivo, logo que teve conhecimento da situação, ordenou que fosse realizada uma visita ao local pelos técnicos da Divisão de Ordenamento do Território e Obras Municipais, em conjunto com os técnicos da Direção Regional de Cultura do Alentejo, o que aconteceu ainda em 2022, dando posteriormente origem a um relatório de avaliação onde constavam as medidas a realizar.
José Daniel Sadio salienta também que , em 2024, foram abertos vários concursos mas acabaram sempre por ficar desertos, impossibilitando assim que a obra se realizasse.
O Edil explicou nesta entrevista que “foi feita nova revisão do projeto e da estimativa orçamental dando assim lugar a um novo concurso, a ser lançado muito em breve.” Contudo “as dificuldades existentes no mercado, por parte do setor de obras, em dar resposta” , factor ao qual acresce a questão de se trata de obras muito específicas com diferentes requisitos a terem que ser cumpridos.
“A obra não se fez ainda, não porque fossemos desleixados ou por não estarmos conscientes de algum risco, mas sim por falta de resposta” justificou o Presidente de Estremoz lamentando o oportunismo político e o jogo mediático levantado em torno da questão.
Esta segunda-feira o local foi visitado por vários técnicos da área da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) para se perceber a real dimensão do problema e a Autarquia reuniu com Ana Paula Amendoeira, vice-presidente da CCDRA, que manifestou total apoio por parte da Comissão à resolução desta situação.

