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The Traveling Light convida jovens do Alentejo a descobrir a paisagem através da criação artística

A Associação Ponto d’Orvalho abriu candidaturas para o The Traveling Light, um projeto geopoético desenvolvido no âmbito de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, que desafia jovens do Alentejo a embarcarem num percurso de criação artística e descoberta da paisagem ao longo de quase um ano.

Destinado a 15 jovens entre os 15 e os 20 anos, residentes ou naturais do Alentejo, o projeto é liderado e comissariado por Joana Krämer Horta, diretora artística do festival multidisciplinar Ponto d’Orvalho, em parceria com o escritor e geopoeta italiano Davide S. Sapienza. A participação é totalmente gratuita, incluindo deslocações, alojamento e refeições previstas no programa, e as candidaturas decorrem até 30 de julho de 2026.

Inspirado no conceito “Vagar”, tema central de Évora_27, o The Traveling Light propõe uma experiência de imersão no montado alentejano, onde caminhar, observar, escutar, conversar e criar se transformam em práticas artísticas. Ao longo do percurso, os participantes serão convidados a explorar a forma como a paisagem molda identidades, memórias e imaginários coletivos, culminando na criação de um projeto artístico coletivo a apresentar no Festival Ponto d’Orvalho, em maio de 2027, e na conferência de encerramento de Évora_27, no mês seguinte.

Segundo Joana Krämer Horta, esta iniciativa pretende proporcionar uma experiência transformadora aos jovens da região e destacou que “este é um projeto que se destina a jovens entre os 15 e os 20 anos que são do Alentejo ou que residem no Alentejo e que os convida a uma descoberta criativa da paisagem do montado alentejano, através de uma expedição artística única”.

A responsável adianta que serão selecionados 15 participantes para integrar “um percurso imersivo que vai incluir caminhadas, acampamento na natureza, quatro laboratórios artísticos e dois workshops com artistas e especialistas nacionais e internacionais”.

O projeto resulta de uma parceria entre a Associação Ponto d’Orvalho e Évora_27, estando previsto no dossiê de candidatura da Capital Europeia da Cultura. “É, primeiramente, um projeto da Capital Europeia da Cultura, a Associação Ponto d’Orvalho foi convidada para liderar a produção e desenvolver todo o programa”, sublinha Joana Krämer Horta.

A primeira etapa decorrerá em setembro de 2026, com uma expedição de seis dias pelo Alentejo Central. O programa inclui três dias de acampamento no Montado do Freixo do Meio e visitas a vários projetos ligados ao território, como a Serra do Monfurado, a Herdade de São Luís, a Cooperativa Casa Branca, a Terra Treme, a Fábrica Catalã, as Oficinas do Convento e outros espaços de referência na região.

Ao longo da expedição, os participantes terão contacto com vários investigadores, artistas, agricultores e especialistas, entre os quais Alfredo Sendim, Manuel Calado, João Ruah, António Mira, Francisco Alves, Alexandre Libânio, Luísa Homem e Maria Duque, conhecendo diferentes perspetivas sobre a paisagem, a ecologia, a criação artística e as práticas sustentáveis no território.

Após esta fase inicial, entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, decorrerão quatro laboratórios artísticos mensais, orientados por Maja Escher, Yasmine Ostendorf-Rodriguez, Davide S. Sapienza e Raquel Castro, seguindo-se, em março, um workshop com o Domingo Club. Os laboratórios serão realizados em articulação com a Academia do Vagar – Évora_27 e estarão também abertos ao público mediante inscrição.

“O objetivo é que os jovens estejam connosco durante este tempo a desenvolver o seu próprio projeto artístico, que será apresentado no Festival Ponto d’Orvalho, em maio de 2027, e depois na conferência final da Capital Europeia da Cultura, em junho”, explica Joana Krämer Horta.

Para a diretora artística do Ponto d’Orvalho, o conceito de “Vagar” está no centro de toda a iniciativa. “A ideia é observar, caminhar, escutar, conversar e criar na paisagem e convidamos estes jovens a explorar e descobrir a paisagem, a luz e a perceção do montado enquanto matéria de criação”, afirma.

As candidaturas podem ser submetidas através do website da Associação Ponto d’Orvalho, onde estão disponíveis o formulário de inscrição e toda a documentação do projeto. A responsável lembra que “a participação é gratuita” e reforça que “não é necessária experiência prévia em artes, apenas curiosidade, disponibilidade para participar no programa e vontade de ver a paisagem com outros olhos”.

O The Traveling Light assume também um papel central na 5.ª edição do Festival Ponto d’Orvalho, que regressa ao Montado do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, nos dias 12 e 13 de setembro de 2026. Esta edição marca ainda o início de uma nova fase para o festival, que passará a realizar-se de dois em dois anos, culminando numa edição alargada em maio de 2027, em estreita colaboração com Évora_27 – Capital Europeia da Cultura.

Desde a sua criação, o Ponto d’Orvalho afirma-se como um festival multidisciplinar que cruza arte, ecologia e comensalidade, promovendo o meio rural como espaço de criação, encontro e regeneração. Com o The Traveling Light, a organização reforça a dimensão internacional do projeto, mantendo a sua ligação ao território alentejano e convidando uma nova geração a descobrir a paisagem através da criação artística

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