No próximo dia 17 de novembro, a cidade de Évora será palco de uma cerimónia solene de grande significado histórico e religioso: a trasladação dos restos mortais de D. José Joaquim Ribeiro, Bispo de Díli entre 1967 e 1977, do Cemitério dos Remédios para o Panteão dos Arcebispos de Évora, situado na Igreja do Espírito Santo.
A cerimónia incluirá a celebração da Solene Eucaristia, marcada para as 18 horas, e reunirá fiéis, autoridades religiosas e civis para homenagear a vida e o legado deste prelado alentejano que se destacou pelo seu testemunho de fé e coragem.
Percurso de vida e serviço eclesiástico
D. José Joaquim Ribeiro nasceu na freguesia de Degolados, concelho de Campo Maior, a 4 de fevereiro de 1918. Frequentou os Seminários de Évora e foi ordenado sacerdote a 25 de agosto de 1940, na capela do Carmelo de Fátima, pelo Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos.
A 27 de abril de 1958, foi ordenado Bispo por D. Manuel Trindade Salgueiro, com quem colaborou como Bispo Auxiliar até 1965. Nesse mesmo ano, foi nomeado Bispo Coadjutor de Díli, em Timor-Leste, com direito de sucessão.
Com a resignação de D. Jaime Garcia Goulart, a 31 de janeiro de 1967, D. José Joaquim Ribeiro assumiu o cargo de Bispo titular de Díli. Durante o seu episcopado, destacou-se como pastor zeloso e defensor incansável dos direitos do povo timorense, especialmente após a ocupação indonésia, enfrentando com coragem e espírito cristão situações de grande perigo.
Em maio de 1977, apresentou a sua renúncia ao Papa Paulo VI, confiando a diocese a Mons. Martinho da Costa Lopes. Regressou depois a Portugal, residindo em Lisboa e, desde 1986, na Casa Sacerdotal de Évora, onde veio a falecer às 15 horas do dia 27 de julho de 2002.
A trasladação dos seus restos mortais constitui um ato de reconhecimento e gratidão pela dedicação e exemplo de um homem que serviu com fé inabalável tanto a Igreja como o povo timorense.

