O turismo em Vila Viçosa continua a dar sinais positivos, contrariando previsões mais pessimistas feitas no início do ano. Os dados mais recentes apontam para um crescimento de cerca de 6% nas dormidas, reforçando uma trajetória de expansão consistente nos últimos anos.
O presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, sublinhou que algumas leituras antecipadas não refletiram a realidade e reiterou que “é um bocadinho precipitado fazer prognósticos antes do fim do jogo e às vezes os prognósticos saem errados”, afirmou. O autarca destacou ainda que as críticas sobre uma alegada quebra no turismo não se confirmaram e afirmou que “ o turismo em Vila Viçosa está a crescer.”
Apesar do crescimento atual ser mais moderado, o presidente recorda que o concelho tem vindo a registar aumentos muito expressivos desde o início do seu mandato. “Crescemos cerca de 6%, está difícil de crescer porque desde que chegamos à Câmara até hoje, crescemos cerca de 80%, crescemos 50% num ano, 40% noutro, 20 noutro”, explicou, lembrando ainda o impacto negativo do período da pandemia, em linha com o que aconteceu a nível nacional.
Desde 2021, com exceção do ano marcado pela pandemia, o crescimento tem sido contínuo, o que, segundo o autarca, coloca agora novos desafios e reiterou que “vai haver um momento em que estagna porque não há mais dormidas, não há mais camas”, alertou, apontando a limitação da capacidade instalada como um dos principais entraves à continuação deste ritmo de expansão.
Ainda assim, existem perspetivas de reforço da oferta turística no concelho. Inácio Esperança manifestou expectativa de que novos projetos possam ajudar a sustentar o crescimento: “Esperemos que, com os hotéis que estão para abrir ou que estão para ser construídos, consigamos crescer também com mais um ou dois turismos rurais que estão para abrir e também alojamento local, porque de facto é esse o nosso objetivo”, afirmou o edil.
Os dados agora conhecidos reforçam o posicionamento de Vila Viçosa como destino turístico em crescimento no Alentejo, ainda que condicionado pela necessidade de expansão da capacidade de alojamento para sustentar novos aumentos no futuro.

