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Crato

“A Barragem do Pisão vai criar emprego, gerar riqueza e atrair pessoas para a região” diz António Costa(c/som)

Entrevistas 30 Jul. 2021

Foi hoje assinado, no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato, o contrato de financiamento que vai permitir concretizar o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato até 2025 e a Rádio campanário esteve presente.

O projeto, financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com 120 milhões de euros, vai ser executado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), que junta os 15 municípios da Região.

António Costa esteve nesta cerimónia, e na sua intervenção referiu “ser este o primeiro contrato de financiamento a ser assinado com uma comunidade intermunicipal” acrescentando ainda “que este projeto demonstra bem o que o PRR pretende ser: um projeto transformador do nosso país, que não se limita a fazer mais do mesmo e que permita transformar regiões, setores da economia e o potencial da economia do nosso país.”

O Primeiro Ministro adiantou ainda que “este é um plano muito importante porque é um projeto que terá um grande impato transformador na economia da região e na capacidade de a região desenvolver novas capacidades que gere emprego, riqueza e que permita atrair e fixar populações neste território.”

António Costa sublinhou ainda que este projeto responde a outras necessidades fundamentais, nomeadamente “a grande resposta que temos que dar ao grande desafio que temos que encontrar em resposta às grandes alterações climáticas” acrescentando que este ponto “foi o mais difícil nas negociações com a União Europeia.”

Para António Costa “é precisamente por esta ser uma região de risco de seca extrema que é absolutamente fundamental investir na gestão e eficiência dos recursos hídricos.”

“Graças a esta Barragem ter segurança no abastecimento de água às populações, vamos assegurar regadio para melhorar as culturas desta região e garantir o uso eficiente da água” sublinhou Costa.

António Costa refere, por último, que “este plano de água para a produção de energia elétrica não por força da gravidade como é habitual nas barragens, mas pelo fato do plano de água poder acomodar uma central fotovoltaica flutuante de 150 hectares que vai assegurar a produção de energia limpa e renovável para alimentar toda esta região.”

Este é um dos maiores investimentos alguma vez realizados no Alto Alentejo e um projeto estruturante para o desenvolvimento e coesão do território. A nova estrutura vai beneficiar 110 mil pessoas dos concelhos de Alter Do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo De Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.

Todo o investimento corresponde a uma vontade antiga e necessidade cada vez mais premente de toda a Região, contribuindo para os objetivos da transição climática, transição energética e neutralidade carbónica.

Segundo a calendarização prevista, os projetos e estudos detalhados devem estar concluídos até ao final deste ano, seguindo-se e 2022 a emissão da Declaração de Impacte Ambiental, a instalação do estaleiro e os trabalhos preparatórios. A conclusão das obras está prevista para 2025.

Ana Rocha