Vila Vicosa

“Ainda que da primeira para esta proposta tenha havido uma redução de 48 para 38 lugares de estacionamento o PS continua a não concordar” diz Francisco Chagas (c/som)

Entrevistas 08 Jul. 2020

No final do passado mês de junho em reunião ordinária da Assembleia Municipal de Vila Viçosa, foi aprovada a cedência de 38 lugares de estacionamento para o futuro hotel de cinco estrelas em Vila Viçosa, situado na “antiga fábrica de São Paulo”, sendo 32 lugares no Largo D. João IV e seis na Rua do Convento.

No entanto, recorde-se que esta questão relativa aos lugares de estacionamento a serem utilizados pela futura unidade hoteleira, têm motivado alguma discussão e discórdia.

Na reunião ordinária de 26 de junho, o Presidente da Câmara Municipal, Manuel Condenado, disse que esta obra é muito favorável para o município pois resultará na criação de postos de trabalho e na promoção da economia local. A verba de 200 mil euros permite uma futura reabilitação do Largo D. João IV que fica a cargo do município. O autarca referiu ainda que esta “esta minuta do contrato de concessão só foi aprovada pelo executivo municipal depois do projeto de arquitetura estar aprovado” e referiu a importância da reabilitação do edifício, caso contrário ficaria um imóvel de grandes dimensões devoluto no centro da vila.

Em comunicado emitido esta semana pela concelhia do PS de Vila Viçosa é demonstrada a discordância para com a privatização de lugares na Rua do Convento devido às “características urbanas e a exiguidade do espaço”.

Em declarações à RC, Francisco Chagas, presidente da concelhia do Partido Socialista (PS) de Vila Viçosa, apresenta a sua preocupação relativamente a esta questão pois “num investimento desta envergadura os promotores [do hotel] não se preocuparam em prever no seu espaço alguns estacionamentos”, considerando que não é “viável” a utilização dos mesmos.

A grande questão prende-se com a ocupação de lugares de estacionamento na Rua do Convento pois “já se sabe que vai prejudicar os moradores”, visto passarem a existir lugares “privativos”.

Francisco Chagas, questionado sobre qual a posição que tomaria se fosse o PS a decidir, afirma que tomaria a posição de “diálogo entre o promotor e a Câmara, [de forma a que] a utilização do espaço público não ficasse só dependente de um privado”.

Revela que o PS votou “sempre contra” estas apropriações de estacionamento e, apesar de não saber a forma como tudo foi negociado, pretendia que “a negociação fosse diferente”.

O presidente da concelhia de Vila Viçosa explica que já “houve várias alterações ao contrato”. Inicialmente, falava-se em 48 lugares, “dos quais se previam 12 na Rua do Convento”, mas o executivo municipal discordou dessa proposta, assim como os restantes partidos da oposição.

No projeto, que o município renegociou por diversas vezes de forma a ser favorável a todos, e onde já existiram várias alterações, o PS de Vila Viçosa reforça que “mesmo com os 38 lugares votámos contra porque não estamos de acordo”.

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