Avis

“Após resultado positivo do Cmdte. dos B.V. de Avis, a corporação foi testada e mais dois elementos deram positivo” diz 2º Comandante (c/som)

“Após resultado positivo do Cmdte. dos B.V. de Avis, a corporação foi testada e mais dois elementos deram positivo” diz 2º Comandante (c/som) Foto: Aponte
Entrevistas 04 Out. 2020

No passado dia 24 de setembro Avis registou o primeiro caso positivo de COVID-19 no concelho. Após este ter sido detetado, houve uma grande subida do número de casos, contabilizando-se no dia de hoje, 04 de outubro, um total de 22 casos ativos neste surto, sendo que duas pessoas estão internadas.

Uma das pessoas que testou positivo à COVID-19 foi o 1º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Avis, o que levou a que todo o quartel fosse testado e ficasse em isolamento até se saberem os resultados.

Em declarações à RC, o 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Avis, Joaquim Garrinhas, explica como está neste momento a situação da COVID-19 na corporação.

Segundo o 2º Comandante “foram testados todos os elementos do corpo ativo, bem como todos os funcionários da associação”, sendo que no total foram “testados 47 bombeiros, que é a totalidade dos efetivos, mais todos os funcionários da associação, nomeadamente, em termos de secretaria”.

De todos os testes realizados, três, incluindo o 1º Comandante que foi o caso que levou a que toda a corporação fosse testada, tiveram resultado positivo. Os três infetados da corporação “ainda se encontram em quarentena”, aguardando o momento de serem novamente testados para saber se continuam positivos ou se podem regressar às suas funções.

Em termos de saúde, os três positivos dos Bombeiros Voluntários de Avis já tiveram “alguns sintomas”, mas “nada que fosse complicado”. De momento “estão todos assintomáticos e sentem-se bem”.

Relativamente aos restantes elementos que testaram negativo, estiveram ainda, segundo Joaquim Garrinhas, “num período de «resguardo», de forma a aguardar a possibilidade de haver alguns sintomas pós-teste”.

Após esse período, atualmente a corporação já se encontra a funcionar, “não em pleno, mas já a funcionar em termos de socorro garantindo quase a totalidade, trabalhando em equipas em forma de espelho, de forma a acautelar o surgimento de algum elemento que possa vir a estar em contacto com alguém positivo”.

No entanto, nem sempre foi assim, desde o momento em que fizeram os testes a grande maioria dos bombeiros da corporação ficou em isolamento profilático, estando apenas dois elementos desta corporação ao serviço, pois “não tinham estado em contacto com o comandante, nem tinham estado presentes no quartel porque estavam de férias”.

Esses dois elementos conseguiram manter a “emergência pré-hospitalar durante as noites”, mas duranta o dia foram “corporações vizinhas” quem ajudou a garantir o apoio “pré-hospitalar e as outras ocorrências”.

Questionado se após o aparecimento destes casos positivos, poderão haver medidas que terão de ser reforçadas no Plano de Contingência da corporação, Joaquim Garrinhas afirma que “o Plano de Contingência foi acionado”, mas que num momento “pós-crise” tem de haver um reforço das medidas, aperfeiçoando o mesmo. “Todos os planos, por muito bons que sejam, têm sempre algumas alterações, algumas coisas que se têm que ser melhoradas e é isso que estamos a fazer”.

Ainda sobre o Plano de Contingência e questionado se o mesmo estaria ou não adequado à situação, explica que “todos os planos de contingência tendem sempre a ser melhorados porque são feitos dentro daquilo que é o estudo e a perspetiva do que se antevê”. C

Neste caso em concreto, o 2º Comandante garante que “o Plano de Contingência funcionou”.

“Naquilo que poderia ser um contacto entre um infetado e a restante corporação, ficarmos só por três infetados, considero um resultado positivo”, frisa.

“Tendo em conta que estão dentro do corpo de bombeiros diariamente pelo menos 15/20 elementos, estando em contacto com alguém positivo dentro do quartel e ficando só pelos três contaminados, acaba por ser um resultado que considero que não sendo excelente, é um resultado que espelha que o Plano de Contingência funcionou. Isolando automaticamente as pessoas que tiveram sintomas e em contacto direto com o primeiro caso e resguardando todos os elementos”, esclarece.

Sobre os planos de contingência acredita que “tendem sempre a ser melhorados”, no entanto, neste caso “não tivemos tempo de o testar porque é uma coisa nova e temos de ir aprendendo”, conclui.

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