Alentejo

“As pessoas que têm fraca qualificação, nem sempre estão disponíveis para a instrução” diz Arnaldo Frade (c/som)

Entrevistas 08 Nov. 2019

A Rádio Campanário falou com Arnaldo Frade, Delegado Regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional, sobre as oportunidades formativas disponibilizadas pelo IEFP, a problemática do desemprego no Alentejo e ainda sobre a captação e fixação de investimento nos municípios alentejanos.  

Questionado acerca da oferta formativa e das parcerias realizadas com agentes privados explica que “nós fazemos um trabalho diário de qualificação de recursos humanos através dos nossos centros de formação” e que “com parcerias com entidades externas conseguimos em paralelo fazer com que aja mais pessoas em formação profissional” dá um exemplo concreto “este centro internacional de pós-graduação tem-se constituído como uma referência nessas parcerias pela qualidade da formação”, referindo-se ao Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro.

Continua a sua explicação afirmando que “a qualificação hoje é o ouro dos países” e que “somos bons naquilo que fazemos, somos dedicados, somos versáteis na adaptação aos vários ambientes e precisamos que as pessoas percebam e tenham consciência que é com qualificação, com competências e com conhecimento que podemos lá chegar” abordando a abertura dos desempregados para frequentar programas de qualificação explica que “quanto menor for o nível de instrução de uma pessoa, menos abertura ela tem á qualificação” completa com “as pessoas com um nível superior de qualificação têm consciência que sabem muito pouco” e que o contrario também se verifica “as pessoas que têm fraca qualificação, nem sempre estão disponíveis para a instrução”.

Ainda sobre a abertura para a qualificação diz que “começa na família, quando os pais têm poucas qualificações e não valorizam a formação, os filhos tendem também a desvaloriza-la” alerta ainda que “a formação continua e permanente é fundamental”.

Abordando as necessidades de mão-de-obra da região identifica os setores com maiores necessidades “restauração, turismo, industria, a área automóvel, a área da mecatrónica mas eu diria que a questão é transversal” partilha ainda que “a nossa região está na moda pela positiva, temos investidores nas quatro sub-regiões do Alentejo”, quanto aos números do desemprego explica que “em termos de quantidade passámos para metade dos desempregados em cinco anos” mas que “há sempre um numero de pessoas que por problemas diversos que dificilmente transitarão para o mercado de trabalho, isso acontece em todas as sociedades”.

No que à captação e fixação de investimento nos municípios alentejanos diz respeito, Arnaldo Frade alerta que “o Alentejo tem 47 municípios, não podemos pensar que vamos ter 47 fábricas, que vamos ter 47 hotéis de cinco estrelas” na sua opinião a solução passa pela melhoria de infraestruturas “se tivermos uma rede de transportes adequada, se tivermos boas condições ao nível da habitação, o problema não é o investimento estar no concelho A ou B” acrescenta ainda que “um município que até não recebe um investimento direto, pode criar uma infraestrutura que dá resposta ao investimento que esta no município ao lado e acaba por ganhar com isso” termina fundamentando que “cada investimento dá origem a outros investimentos e ao aparecimento de novas estruturas”.

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