Evora

CEiiA e ELIO criam empresa que “criará 10/15 postos de trabalho altamente qualificados para Évora” diz Diretor CEiiA (c/som)

Entrevistas 03 Out. 2020

O CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto) e a ELIO apresentaram esta sexta feira, dia 02 de outubro, em Évora, nas instalações do CEiiA no PACT (Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia), uma nova empresa conjunta que tem como ambição revolucionar o setor agroflorestal através da monitorização e gestão autónoma de ativos, transformando dados em insights de negócio.

A ELIO TECNOLOGIA é uma joint-venture entre o CEiiA e a brasileira ELIO que resulta da valorização da ciência e do conhecimento gerado ao longo de anos com parceiros de vários países, nomeadamente com o MIT nos EUA, o ITA no Brasil e agora em Portugal. Esta empresa visa o desenvolvimento, industrialização e comercialização de novos serviços para o setor agrícola, baseados em Veículos Aéreos Não Tripulados, como drones e dirigíveis como o Elio Airship. O Elio Airship é um dirigível inovador a ser industrializado nesta nova empresa, com capacidade de percorrer grandes distâncias, com cargas até 250 kg de payload, que com a utilização de Inteligência Artificial aplicada a uma lógica de Robot-as-a-Service, pretende revolucionar o mercado.

A RC este na apresentação desta nova empresa e falou com Tiago Rebelo, Diretor da CEiia, que explicou em que consiste esta união.

“De forma muito simplista, [este projeto] quer trazer maior eficiência e mais ganhos para a agricultura. Depois as ferramentas que utiliza podem ser mais ou menos complexas, podem ser balões, podem ser drones, podem ser aeronaves autónomas, podem ser algoritmos de inteligência artificial, machine learnings desenvolvidos ao longo de muitos anos em parcerias com o MIT. Todo o desenvolvimento tecnológico trazido para Évora, de forma muito simplista aquilo que se quer no plano final é o benefício para a sociedade e para o agricultor e para a economia.

Sobre a forma como se vai desenvolver o projeto e se haverá alguma unidade de fabrico em Évora explica ser ainda cedo para dizer, porém, o que será feito “no imediato”, é “começar a operar em Portugal para trazer todo o conhecimento que foi desenvolvido no Brasil, no México, nos Estados Unidos e que já tem clientes, já está no mercado e já faz negócio para culturas típicas daquela região, trazê-lo para Portugal e adaptá-lo para voar aqui”.

 Mais tarde, o Airship, “um produto novo (…) que está numa fase que se chama a prova de conceito, que é o momento em que o produto do ponto de vista da viabilidade é considerado que pode vir a ser colocado no mercado, mas ainda não tem maturidade suficiente para ser colocado no mercado, então aquilo que vamos fazer é o desenvolvimento para a industrialização desse produto. Eu diria que no próximo ano nesta parceria o que vamos dar é maturidade ao produto para que ele possa cumprir com as regras de aeronavegabilidade, com as regras de segurança, para que possa ser suficientemente seguro para ter voo autónomo e para poder ser utilizado não só no território nacional, mas também internacional”.

Se o fabrico do produto será em massa, afirma que também ainda é cedo para o dizer pois depende “daquilo que o mercado necessitar”.

Questionado sobre o que será feito para já, Tiago Rebelo explica que “no curto prazo o que queremos é colaborar com aqueles que são os produtores nacionais, os produtores europeus, aquela que é a cultura típica de Portugal. No fundo queremos adequar aqueles que são os nossos meios, os nossos métodos, os nossos sensores, a nossa forma de recolher os dados àquilo que em Portugal e na Europa é necessário. A partir daí é [fazer] evoluir este produto que tornará tudo ainda mais eficiente, mas de facto nesta fase o objetivo de curto prazo é operar, é voar, é recolher dados e fazer negócio, é trazer insights para a agricultura portuguesa, é trazer maior digitalização para a agricultura em Portugal”.

Sobre a junção entre a ELIO e a CEiiA que pretende “revolucionar o setor agroflorestal”, o diretor do CEiiA enaltece a empresa parceira, explicando que esta tem “as suas próprias plataformas, os seus próprios sensores, não está dependente de ninguém para fabricar os seus equipamentos, para customizar os seus equipamentos à necessidade do cliente, do agricultor, da indústria, mas depois faz o processamento dos dados e tem pessoas que compreendem a natureza do problema, ou seja, tem agrónomos, tem engenheiros agroflorestais, tem pessoas que já estiveram no terreno e que percebem para que pode aquela informação ser útil e como vai tornar a fazenda, a quinta, o negócio mais eficiente. Portanto, não é só providenciar as imagens, é providenciar informação e é discutir informação. (…) A ELIO quer revolucionar porque de facto vê desde o início o que são as plataformas, integrando com os sensores, fazendo operação, a recolha de dados, tendo todos os algoritmos de modelação de dados, de provisão de colheita e depois até ao contacto com o agricultor para lhe dar a conhecer aquilo que são as fragilidades do seu terreno, o que pode melhorar e de que forma é que se pode tornar mais eficiente”.

Por fim, sobre a criação da empresa em Évora e o número de postos de trabalho que pode trazer para a região, recorda que “é uma empresa muito pequenina” e por essa razão “trará 10/15 postos de trabalho qualificados nesta primeira fase do lançamento”.

Esta “não é uma empresa de massa, poderá vir a ser se, de facto, o crescimento do fabrico destas aeronaves se vier a massificar. Caso contrário não é uma empresa que vá criar muitos postos de trabalho, mas podemos falar em emprego altamente qualificado”, frisa.

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