03 Dez. 2020
Augusta Serrano;
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Elvas

Elvas: Entrevista ao Presidente da Câmara de Elvas sobre as medidas face à Pandemia e o flagelo do “desemprego que está a aumentar”

Entrevistas 20 Out. 2020

Numa entrevista exclusiva à Rádio Campanário, o Presidente Nuno Mocinha explicou as medidas que tomou para enfrentar a incerteza e as dificuldades que a Pandemia trouxe para o Município de Elvas.

Confrontado com que medidas tinha tomado para assegurar a estabilidade económica numa altura atípica onde o país enfrenta uma pandemia, O presidente afirma que “desde muito cedo, quando anunciou o conjunto de medidas teve essa preocupação. Se os bares estavam fechados, e havia alguns bares que eram num edifício do Município, isentámos do pagamento [da renda] até ao final do ano. Houve também um período que esteve fechado o Mercado Municipal, pois não conseguiu ter o normal funcionamento, também criámos regras novas para o Mercado. Isentámos o pagamento das taxas de licenciamento de esplanadas, isentámos a derrama relativamente a este ano já a pensar na retoma económica do próximo ano. O que me mais me custou foi anular alguns dos eventos programados que tínhamos, mas que podiam provocar as aglomerações, que por um lado não eram permitidas, mas por outro também não eram desejadas.”

O Município de Elvas, que beneficia geograficamente e economicamente da proximidade com a fronteira Espanhola, foi impactado pelo fecho das fronteiras. O autarca explica que “não foi fácil toda aquela falta de comércio, falta de virem à nossa restauração. Isso tem-nos afetado muito. Porque mesmo depois da reabertura das fronteiras, temos tido impactos que se notam, ou seja, não temos o mesmo movimento.”

No entanto, perante uma diminuição significativa entre o movimento de pessoas a passar a fronteira, o Presidente aponta que “Nós até temos tido ao fim de semana nos nossos supermercados um volume excecional. O que nos dá a entender que efetivamente os nossos vizinhos gostam de vir a Elvas também fazer compras”

Face a esta ausência de fluxo turístico por parte dos habitantes da Extremadura, Nuno Mocinha verificou que no verão “houve um turismo mais virado para os portugueses, e os portugueses preferiam muito o Alentejo, (…) No entanto, chegamos a Setembro e este turismo deixa de existir. As pessoas voltam a trabalhar, os alunos voltam para a escola e obviamente agora começa outra fase, que no fundo o que me preocupa é o desemprego. Estamos a sentir que o desemprego está a aumentar, e isso vai, consequentemente, aumentar também a responsabilidade do município para com as pessoas que ficaram sem rendimento, ou seja, há de haver pessoa que precisarão de apoios a nível da alimentação, ao nível dos medicamentos, ou a qualquer outro nível social.”

Questionado sobre as suas relações diplomáticas com o Alcaide de Badajoz e a possibilidade de haver esforços conjuntos para o combate à pandemia, Nuno Mocinha assegura que “houve a preocupação de mantermos sempre a comunicação com o lado de lá.”

Mediante as dificuldades de levar em frente o projeto da Eurocidade e tomar medidas com Espanha face à pandemia são “difíceis de implementar. Porque todas elas implicam movimentação de pessoas. Porque as medidas que nós temos são, por exemplo, a utilização das nossas infraestruturas e a utilização das de lá. Ora se aquilo que nos pedem é que haja pouca mobilidade das pessoas, nem ajuntamento de pessoas, dificulta depois pôr na prática [tais medidas].

 

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