Legislativas 2015: A primeira grande entrevista do cabeça de lista, pelo círculo de Évora, da Coligação Portugal à Frente, às próximas Legislativas de 4 de Outubro (c/som)

Publicado em Entrevistas 31 agosto, 2015

Costa da Silva, presidente da Comissão Distrital de Évora e Vogal Executivo do Inalentejo, encabeça a lista da Coligação Portugal à Frente, pelo Distrito de Évora nas próximas legislativas a 4 de Outubro. O candidato confessou à Rádio Campanário quais as principais preocupações e receios na lista de prioridades da campanha.   

Questionado sobre a sua nomeação, como representante distrital, para as próximas eleições, Costa da Silva, referiu que a escolha da lista apresentada surgiu com base naquilo que são as opções internas do partido, foi por isso um processo “simples e natural”. A sua eleição ficou a dever-se a diversos fatores, nomeadamente ao facto de ser presidente da Comissão Distrital, pelo seu currículo e pelo trabalho que apresentou ao longo de todos estes anos. Para o candidato foi por isso “ (…) normal que houvesse esse reconhecimento”.

Costa da Silva afirmou, á Rádio Campanário, que a coligação sustenta, neste momento, cinco “grandes bandeiras”, são elas o desenvolvimento do território e a criação de mais emprego, o assegurar do acesso e a qualidade a um sistema de saúde moderno, o combate às desigualdades e à exclusão social, a valorização das pessoas, da educação e do conhecimento, e por último a fixação das pessoas e atração de novos habitantes para o distrito de Évora.

Para que estas medidas tenham impacto e se tornem possíveis, Costa da Silva afirmou que a coligação vai “ (…) continuar a apostar em projetos de alta qualidade, continuar a atrair investimentos para a região e conseguir diferenciar o nosso território como um território de qualidade”.

Confrontado pela Rádio Campanário acerca da bandeira “saúde”, que requer nesta região uma atenção especial devido à predominância de uma vasta população marcada pelo envelhecimento, a coligação pretende que seja atribuído, a cada português, um médico de família até 2017, sendo que o Alentejo sofre com a falta de médicos, atualmente. O candidato, em resposta, afirmou que esta representa “uma grande dificuldade” para a região e que a “atração de médicos não é fácil”. Costa da Silva disse ainda que, neste ano, foram preenchidas um conjunto de vagas “com um incentivo aos médicos para virem para o interior”, que passou sobretudo pelos incentivos remuneratórios, o que já teve alguns efeitos positivos, mas que não resolveu todo o problema. Para que isso aconteça, o candidato garantiu, a esta estação emissora, que “há que tornar o Alentejo permanentemente atrativo”, para além do incentivo financeiro, o pessoal médico tem que sentir que vale a pena. Em suma, “é fundamental criar condições no sistema nacional de saúde” para que o território possua a mesma equidade

Ainda na área da saúde, uma das bandeiras do Partido Socialista é a construção de um novo Hospital Central em Évora, o que não está nas prioridades da coligação. Costa da Silva garantiu que a obra é sim “fundamental mas quando existirem condições financeiras para a executar”, isto é, num contexto de financiamento de fundos comunitários, uma vez que orçamento socialista já ascende a 175 milhões de euros.

Relativamente à elevada taxa de desemprego, que assola em especial a região alentejana, a coligação propõe que os trabalhadores da função pública trabalhem até aos 70 anos, se assim o desejarem. Contudo, confrontado pela rádio sobre o facto de a maior fatia de desempregados ser opostamente a dos jovens, Costa da Silva afirmou que existem dois aspetos fundamentais a reter: no primeiro, “o desemprego no Alentejo é inferior á média regional (…) uma questão histórica”, e no segundo, o emprego só existe se existir “uma economia forte”.

Para Costa da Silva, a questão essencial é questionarmo-nos “se estamos a criar condições para que as empresas venham para a nossa região e se crie emprego”, o Alentejo terá de apostar, por isso,  nas energias renováveis, na aeronáutica, apostar nas tecnologias críticas, no património, nas indústrias criativas, nos recursos naturais, e “é no desenvolvimento destas novas áreas que a região consegue ser atrativa para os jovens e criar emprego”. 

Sobre a linha férrea, cuja polémica está na passagem ou não pelo Alentejo, o candidato pela coligação afirma que o “pode” ser uma realidade para a nossa região já em 2017. “Mas a ferrovia não é importante que passe só no distrito de Évora, é importante que sirva o distrito de Évora”, Costa da Silva explica que o importante, na lista de prioridades da coligação, não é que a linha passe, mas sim que a linha pare nesta região. 

Já no que respeita ao turismo, o candidato foi confrontado pela nossa rádio sobre o crescimento exponencial do mesmo, e a sua sustentabilidade, como por exemplo o facto das unidades hoteleiras terem uma ocupação muito sazonal. Para demostrar essa sustentabilidade, António Costa da Silva, afirmou que existem dois aspetos fundamentais, o primeiro tem a haver com a “modernização” das unidades hoteleiras, o outro esta relacionado com o financiamento de projetos estruturais para o território português, cujas politicas foram orientadas para que o Alentejo se torne um destino de excelência. “Nós temos de dar sustentabilidade ao território no seu todo (…) fazer com que o turista olhe para o Alentejo e diga “vale a pena””, revelou.

Na área social, um dos propósitos da campanha da coligação, Costa da Silva defendeu que “este é o grande combate de sociedade que nós devemos ter”, mas para o qual são necessárias as condições económicas favoráveis e para o qual o fator emprego é decisivo no colmatar as falhas ao nível das carências sociais. As “bolsas de pobreza” são por isso fator de preocupação nesta campanha, onde o candidato enumera já algum do trabalho feito, nomeadamente ao nível do equipamento social extensivo a todo o território, à promoção de um acompanhamento de maior proximidade às famílias, à previsão até 2018 da existência de quatro novos grandes projetos para darem cobertura às zonas em maiores dificuldades, ao já implementado novo programa alimentar no contexto do atual FEAC, entre outras medidas concretas de apoio à inclusão social. “ Pensar no ser humano é decisivo, devemos ter um combate permanente nessa matéria”, terminou Costa da Silva.

Questionado pela Rádio Campanário sobre um futuro governo a apostar, ou não, nas exportações, o entrevistado declarou que “ (…) as exportações são de facto decisivas” e que a coligação aponta dois caminhos muito importantes, “diminuir a dependência externa , ou seja, as importações” assim como aumentar e diversificar os mercados externos, trabalho já concretizado nestes últimos anos. Segundo Costa da Silva “(…) temos uma inversão histórica que é as nossas exportações serem maiores que as nossas importações”, num distrito  que, hoje-em-dia, é “fortemente exportador” devido a três fatores determinantes: o turismo, a agricultura (onde somos os maiores produtores mundiais em oito produtos) e aindústria aeronáutica.

No que respeita a agricultura, o candidato pelo distrito, afirma que um dos próximos passos, fundamentais, é a região passar a refrigerar os próprios produtos, também transformar os mesmos e ainda potenciar ligação do mundo académico com o mundo empresarial, como é o caso da investigação e do desenvolvimento tecnológico, por isso “(…) a nossa aposta de futuro é dar uma dinâmica forte a estas matérias” afirmou o entrevistado.

Em jeito de conclusão, o candidato António Costa da Silva diz-se “orgulhoso” por encabeçar a lista da coligação Portugal à Frente, cuja “equipa de qualidade” irá ajudar a população do distrito de Évora a ter melhores resultados no futuro, numa lógica de diferenciação positiva.

 

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