11 Ago. 2020
Augusta Serrano
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Beja

“Nas atuais condições, o Aeroporto de Beja não é uma alternativa exequível ao do Montijo”, diz presidente da Câmara de Beja

Entrevistas 25 Jul. 2020

À margem da inauguração do Parque Fluvial dos Cinco Reis, Paulo Arsénio, presidente da Câmara Municipal de Beja, falou à Rádio Campanário sobre o Aeroporto de Beja e deste poder ser uma alternativa ao projeto do Aeroporto do Montijo.

Para o autarca, o Aeroporto de Beja “tem espaço no panorama aeroportuário nacional”. No entanto, “se pode, ou deve ser, o substituto do Aeroporto do Montijo, é muito questionável, pela distância que Beja está e eu não sei se mesmo com uma ferrovia rápida e uma autoestrada de que se fala muito, e que a médio prazo vai acabar por acontecer, se isso possa acontecer, porque não passa só por uma obrigação legislativa de obrigar as pessoas a irem para o Aeroporto de Beja, passa pelo interesse dos operadores de virem para cá”.

Paulo Arsénio diz ainda que “há muitos discursos diferentes” nos partidos da oposição ao Governo, mas até agora “ninguém, em bom rigor, propôs o Aeroporto de Beja como primeira alternativa”, dando o exemplo da CDU, que propõe Alcochete.

O edil frisa que “o Aeroporto de Beja para ser um aeroporto dois do Montijo ou um aeroporto um em relação a Lisboa, precisa de ser executada a segunda fase construção do Aeroporto”.

“O Aeroporto de Beja tem condições para receber e haver a partida de um avião por hora e tem uma placa de estacionamento para duas aeronaves e não tem um segundo taxiway e é um aeroporto com uma capacidade de processamento de 250 passageiros por hora”, menciona Paulo Arsénio.

De acordo com autarca bejense, “é claro que isto, com uma intervenção, pode-se melhorar. Demora alguns anos, mas pode-se melhorar. Mas muitas vezes, quando se fala do Aeroporto de Beja, e ninguém mais defende Beja como o atual presidente da Câmara de Beja, e eu creio que um presidente tem a obrigação de também falar a verdade e não podemos estar aqui a criar uma ilusão que depois não seja exequível, porque estamos sempre a cair numa demonstração política”.

Paulo Arsénio admite que “neste momento, com a estrutura que existe não é exequível” ser uma alternativa ao Aeroporto do Montijo. “A curto ou a médio prazo pode ser, mas neste momento não é. A principal vertente do Aeroporto de Beja, como temos vindo a defender, deve ser a manutenção e carga e não a vertente de passageiros”.

No entanto, segundo o autarca, “pode sempre juntar-se a vertente de passageiros em termos de apoio pontual a Lisboa e a Faro e nós podemos ter um papel muito importante no apoio a Faro, e falamos poucas vezes nesse apoio. Sempre que haja uma superlotação dos Aeroportos de Lisboa e Faro, Beja é uma extraordinária alternativa”.

“Para ser, desde já, a alternativa imediata com as condições que o Aeroporto de Beja neste momento tem, elas ainda não estão reunidas. Se essa for a solução pensada e estruturada pelo Governo, à qual naturalmente não me oponho, então têm de ser criadas condições muito melhores, não só ao nível das acessibilidades, mas como dentro do Aeroporto", conclui Paulo Arsénio.

Recorde-se que numa entrevista ao jornal digital Eco, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, defendeu a aposta no Aeroporto de Beja, com uma ligação ferroviária a Lisboa. Também no comentário semanal na Rádio Campanário, Nuno Melo, eurodeputado do CDS-PP defendeu que “podíamos potenciar mais o Aeroporto de Beja”.

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