“No Alentejo há oportunidades de ouro, mas tem de haver descentralização” diz vice-presidente do PSD (c/som e fotos)

Entrevistas 28 Set. 2020

Este fim de semana o vice-presidente do Partido Social Democrata (PSD), Salvador Malheiro, esteve de visita ao distrito de Évora, já em preparação para as eleições autárquicas que acontecem no próximo ano.

A Rádio Campanário marcou presença num dos momentos da visita a Redondo e falou com o também Presidente da Câmara Municipal de Ovar.

Sobre os objetivos da visita e o âmbito em que a mesma surge refere que esta visita surge como “um reconhecimento enorme de um trabalho de proximidade que esta gente nova está a fazer em prol da sua comunidade e que é digno de registo”.

Salvador Malheiro destaca os sociais democratas da região como “um exemplo de como se deve fazer política nos dias de hoje, de uma oposição construtiva que visa melhorar as condições de vida, de bem-estar e o índice de felicidade das suas gentes. Gosto muito de estar junto das pessoas, para mim política é povo. Não encontro local e forma de fazer política mais dignificante do que aquela que é feita nas nossas terras, onde muito mais do que as ideologias, contam as atitudes e as ações das pessoas e creio que Redondo é um exemplo que deverá ser replicado em muitas outras terras”.

Da visita ao concelho de Redondo afirma haver “uma preocupação com o que é obra material, mas creio que num futuro próximo é necessária uma nova visão, uma atitude mais moderna que aposte sobretudo no material humano, nos projetos materiais, porque temos de afirmar a nossa identidade por aquilo que nós somos, não temos de afirmar a nossa identidade copiando os outros. Redondo, por aquilo que me tem sido dado a conhecer, tem boas tradições e é por aqui que temos de nos afirmar, com projetos e materiais diferentes que possam a partir da identidade de Redondo poder projetar esta vila para o futuro, designadamente com projetos fora da caixa”.

Questionado se cada concelho tem a sua identidade, relacionando Redondo com o município de Ovar, do qual é presidente, explica que “somos gente que defende muito a igualdade de oportunidades, manter as condições mínimas para todas as pessoas independentemente do seu extrato social poderem ter acesso à educação e temos de ter boas escolas, temos de ter acesso à saúde para toda a gente, habitação para toda a gente, espaços públicos limpos, permitindo que todas as pessoas tenham a mesma igualdade de oportunidades. Portanto, nesse aspeto tudo pode ser replicado de um sítio para o outro”.  

Quanto às diferenças de identidade de região para região refere vilas como Redondo “onde reina um grande bairrismo, onde as pessoas gostam muito da sua terra e nós temos que promover uma verdadeira política de descentralização, tentar acabar com os projetos megalómanos sempre concentrados nas grandes metrópoles, temos de fazer um esforço de comprometer o cidadão, de descentralizar e de poder ter investimento em todo o lado no território. Acho que está aqui uma oportunidade de ouro, temos de ter a noção que mesmo com esta pandemia em que todos temos de parar, pode ser um momento de reflexão para tentarmos aproveitar uma oportunidade. É sempre na esteira das grandes crises que surgem as grandes oportunidades”.

Por fim, relacionado com o surto de COVID-19 em Ovar, que levou a que existisse uma cerca sanitária na região, questionado sobre qual o sentimento quando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o congratulou referindo-o como um herói diz que “quem foi herói foi o povo vareiro que foi exemplar, soube cumprir escrupulosamente com as regras e soube unir-se, soube colocar a política de lado e demonstrou o seu sentimento de comunidade como ninguém e tenho muito orgulho de morar naquela comunidade e de a defender. Heróis foram todos os ovarenses”.

 

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