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COVID 19

“Poder agora abrir a urna no cemitério é dar um passo atrás” diz Vânia Dimas da Funerária Palma & Brito(c/som)

Entrevistas 10 Fev. 2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou na passada semana , dia 4 de fevereiro, a atualização da Norma 002/2020, que aborda os procedimentos post mortem no contexto da pandemia da COVID-19.

Entre as alterações anunciadas está a possibilidade de, “sendo esse o desejo da família e havendo condições, poder permitir-se a visualização do corpo, desde que rápida, a pelo menos 1 metro de distância. A visualização do corpo pode também ser conseguida através de caixões com visor. Em qualquer uma das situações, não é permitido tocar no corpo ou no caixão.”

A Rádio Campanário falou com Vânia Dimas, funcionária da Funerária Palme & Brito, em Vila Viçosa, sobre esta alteração de procedimento,a qual nos referiu “Eu acho complicado” acrescentando ainda “Tivemos que habituar as pessoas a uma nova realidade e agora, sendo possível abrir as urnas no cemitério, é mais complicado e na minha opinião não está bem”.

Segundo Vânia Dimas, é no cemitério que as famílias se despedem dos seus ente-queridos pela última vez e, dada a pandemia que atravessamos, tendo a urna aberta, será muito complicado manter as pessoas afastadas.” A funcionária desta funerária sublinha ainda que houve muito trabalho “a mudar a mentalidade das pessoas e agora, com estas alterações um passo atrás.”

Questionada se a maior dificuldade será conseguir controlar os familiares para se manterem distantes da urna aberta, Vânia Dimas disse “Claro que sim, é muito complicado porque no cemitério temos as emoções próprios do local onde vai ser dado o último adeus e quando a urna estava fechada, não havia outra hipótese para os familiares. Se a urna ficar aberta já não é possível controlar da mesma forma. Em minha opinião, não de via ser possível abrir a urna no cemitério.”

Vânia Dimas justifica a sua opinião com base na preparação que éstava a ser feita com as famílias, desde o primeiro momento em que entram na funerária, adaptando-as a esta nova realidade “As famílias eram preparadas desde o primeiro momento para a situação das urnas terem que estar fechadas, para os corpos não poderem ser vestidos como era tradicional sendo o corpo transportado dentro de um sudário”, referiu a funcionário

De acordo com a Norma 002/2020 , os agentes funerários devem manter uma boa comunicação com os familiares explicando-lhes o regime de exceção vigente devido à pandemia da COVID-19, com procedimentos que serão diferentes do habitual, para a minimizar a potencial transmissão da doença e manter a dignidade da cerimónia.

A Norma refere que todos os presentes na cerimónia fúnebre devem usar máscaras faciais, incluindo o pessoal funerário e religioso, bem como manter o distanciamento físico de dois metros. A sepultura em jazigo pode ser efetuada desde que cumpridas as regras, incluindo o uso de urna adequada, selada.

Esta atualização prevê que seja mantido o procedimento do reconhecimento visual do corpo por um familiar próximo, sempre que o houver.

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