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Vidigueira

Vidigueira: “Apesar da pandemia, continuamos a ter muita clientela. O facto de o espaço ser amplo e cumprirmos as regras da DGS dá segurança às pessoas”, diz proprietário do Restaurante “O País das Uvas”

Entrevistas 11 Nov. 2020

Como diz o ditado popular, “No dia de São Martinho, vai-se à adega e prova-se o vinho”. E como manda a tradição, hoje foi o dia de provar o vinho novo. Mas no concelho da Vidigueira, é uma ocasião especial, pois é o dia da Abertura das Talhas.

O Vinho de Talha na Vidigueira é uma das mais importantes tradições, pois dá continuidade a uma produção com origens na época romana, que a população do concelho tem feito questão de conservar este modo de produção vinícola até aos dias de hoje.

A Rádio Campanário esteve presente na Abertura das Talhas, na “Honrado Vineyards” e falou com o sócio da empresa e também proprietário do restaurante “O País das Uvas”, António Honrado, que salientou que o Dia de São Martinho é “ansiado por toda a gente”, pois “é o ano inteiro a trabalhar as vinhas, depois são mais dois ou três meses a trabalhar as talhas até chegar a este tão apetecível dia de abrir a talha e provar os néctares preciosos”.

A crise provocada pela pandemia COVID-19 tem afetado sobretudo o setor da restauração. Apesar das dificuldades, António Honrado refere que o seu restaurante continua a funcionar bem, apesar de notar “um decréscimo” no número de clientes. “A nossa casa já está feita há mais de 20 anos e temos clientes de todo o país”, enaltece. O facto de o espaço do restaurante ser muito amplo também traz vantagens – “temos cinco salas e uma esplanada e isso também serve de alguma segurança para as pessoas, porque cumprimos as regras da DGS”, refere.

A adega do restaurante, onde estão as Talhas do Vinho, foi descoberta há cerca de três anos. O proprietário de “O País das Uvas” conta que “ia começar a fazer obras e comecei a descobrir umas coisas subterradas e outras camufladas. Foi partir paredes e descascar paredes e surgiu isto. Foi uma agradável surpresa”, afirmou António Honrado, que considera “a cereja no topo do bolo. O restaurante já trabalhava bem e isto foi mais um chamariz para as pessoas cá virem fazer enoturismo”. O sócio da “Honrado Vineyards” enaltece que a sua adega dá também um contributo a candidatura do Vinho de Talha a Património da Humanidade da UNESCO – “É mais uma ajuda, visto que é mais uma adega que ficou preservada ao longo dos séculos”.

No restaurante, para além do vinho de Talha da adega, António Honrado refere que também “temos [vinho] de outras marcas. Tentamos trabalhar com todos os vinhos das 13 adegas do nosso concelho”. Mas sublinha que as pessoas vêm mais ao seu restaurante pelo vinho da talha, “que tem mais procura” e também “pela boa gastronomia que a esposa faz”.

Questionado se consegue responder a todas as solicitações, António Honrando refere que “temos a nossa própria vinha e compramos algumas uvas aos produtores locais mais antigos. E até agora estamos a conseguir dar resposta às solicitações”. No entanto, para o sócio da “Honrado Vineyards”, seria bom sinal se não conseguissem responder a todos os pedidos – “era sinal que esgotámos a capacidade e podemos comprar mais uvas a outras pessoas. Era bom que assim fosse”, afirma.

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