Borba

“A tutela não pode passar do 8 ao 80 no licenciamento de pedreiras, assim o setor pode parar”, diz António Anselmo (c/som)

Regional 02 Ago. 2019

Passados 8 meses sobre a derrocada da antiga estrada que fazia a ligação entre Borba e Vila Viçosa, ainda não se conhecem os resultados da investigação que decorre, e continuam a surgir ‘problemas’ que podem afetar o setor dos mármores.

António Anselmo, autarca de Borba em entrevista aos microfones da Campanário, refere que “em termos concretos tive uma reunião em Lisboa com o Ministro das Infraestruturas”, acrescentando ainda que “o processo encontra-se em investigação, só no final irão ser tomadas medidas”.

O presidente da Câmara Municipal de Borba alerta desde já que “nem 8 nem 80, as pessoas não se podem esquecer que este setor é fundamental para a região”, em alusão a alegadas medidas que podem ditar o encerramento de algumas unidades extrativas.

Questionado pela RC sobre eventuais medidas que estão planeadas para resolver a situação ou pelo menos minimizar os seus efeitos, António Anselmo refere que “já reunimos com a Universidade de Évora, com as câmaras de Vila Viçosa e Estremoz, sabemos que Sousel e Alandroal também se vão juntar, e em conjunto com CCDRA iremos tentar fazer um projeto que nos permita recuperar a zona a todos os níveis”.

O edil adianta ainda que este projeto não visa apenas a estrada onde ocorreu a trágica derrocada, mas sim “para tudo, desde questões de segurança, planeamento geológico, aproveitamento das águas, escombreiras e da própria biodiversidade que por aqui se instalou”.

“Vamos tentar fazer uma coisa global que sirva os interesses desta região”
António Anselmo

 

Questionámos António Anselmo relativamente ao não licenciamento de algumas pedreiras, o autarca começa por referir que “em termos concretos não sei de nada”, justificando que “o licenciamento é da responsabilidade da DGEG”.

Sobre o plano de suspensão, o autarca refere que “tem que ver com pedreiras que neste momento não estando a trabalhar tem de suspender a sua atividade”.

António Anselmo afirma que “as pedreiras que estão inativas, os seus proprietários podem dirigir-se junto das entidades competentes e casa caso será avaliado e considerado individualmente”.

“O importante para nós é que não exista paragem do setor”
António Anselmo

Questionado pela RC sobre eventuais casos de pedreiras ativas que apresentam riscos, o edil refere que “quando a estrada caiu apareceu uma lista de pedreiras em risco, não deixa de ser engraçado que durante 40 anos ninguém sabia de anda, e de um momento para o outro apresentam essa lista”.

António Anselmo mostra-se “confiante que a tutela sabe que n podemos passar do 8 para o 80”, acrescentando o seu desejo para que “os empresários percebam que podem contar com o apoio dos municípios”, justificando que “sem criação de riqueza não pode existir distribuição da mesma”.

O presidente da autarquia borbense afirma que “ninguém se pode esquecer que as pedreiras foram o motor fundamental de toda a zona dos mármores”.

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